Escritos Divinos

Ensinamento do dia

AS PLANTAS TÊM VIDA PRÓPRIA (Primeira parte)

Por: Meishu-Sama

Gosto muito de cuidar das plantas do jardim e procuro sempre acertar o formato delas, cortando seus galhos. Às vezes, porém, sem querer, acabo cortando demais ou errando as podas.

Devido ao espaço ou à falta de alternativas, planto uma árvore em um lugar que não é do meu agrado. Além do mais, pelo mesmo motivo, sou forçado a deixar a parte da frente para trás ou meio de lado. Assim sendo, por algum tempo, toda vez que a observo, fico incomodado.

O interessante é que parece que, aos poucos, a árvore vai-se acomodando e, com o passar do tempo, ela acaba harmonizando-se perfeitamente com o lugar. Acho isso extraordinário e não consigo deixar de pensar que ela tem vida própria; que não há dúvida de que também possui espírito. Nesse ponto, assemelha-se aos seres humanos, que cuidam de sua aparência para não passarem vergonha perante os outros.

A respeito disso, tempos atrás, um mestre em jardinagem, já idoso, contou-me que, quando uma planta não dá flores a contento, ele dirige-se a ela e diz: “Se você não florir este ano, serei obrigado a cortar você!” Segundo ele, assim procedendo, ela infalivelmente floresce. Ainda não fiz essa experiência, mas o fato parece-me verossímil. Desse modo, creio que não incorreremos em erro se lidarmos com a Grande Natureza, acreditando que tudo nela possui espírito.

Havia, em um livro, o relato de um ocidental que cultivou uma árvore que geralmente leva quinze anos para crescer e que, por ter sido cuidada com amor, cresceu na metade do tempo, ou seja, em sete ou oito anos.

Isto também pode ser dito em relação aos arranjos florais.

Por Meishu-Sama – Coletânea Alicerce do Paraíso, vol. 5

Publicado em 5 de agosto de 1953

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