Escritos Divinos

Ensinamento do dia

A RESPEITO DO ATEÍSMO (Segunda parte)

Ninguém pode deixar de pensar nas questões como: quem criou este mundo tão magnífico e com que propósito? Infinito é o Céu que contemplamos e desconhecida é sua extensão. Como se apresenta o centro da Terra? Qual a temperatura do Sol e da Lua? Qual o número certo de estrelas, o peso exato do globo terrestre, o volume da água dos oceanos? Questões dessa ordem são inumeráveis.

Quanto mais pensamos, mais ficamos abismados com o movimento ordenado dos astros, a formação da noite e do dia, o fenômeno das estações do ano, a divisão do ano em 365 dias, a evolução de todas as coisas, o progresso ilimitado da civilização. Quando surgiu este mundo? Até quando ele existirá? Ele é eterno ou não? Qual o limite da população mundial? E o futuro da Terra? Tudo permanece envolto em mistério.

Todas as coisas e seres estão em eterno movimento, sem a mínima falha ou atraso, obedecendo a uma ordem estabelecida.

Ainda nos deparamos com questões como: por que viemos a este mundo e que papel devemos desempenhar? Até quando poderemos viver? Voltaremos ao Nada, após a morte, ou existe o desconhecido Mundo Espiritual, onde iremos habitar em paz? As reflexões sobre o assunto nos deixam ainda mais confusos, permanecendo na obscuridade.

Dizem os budistas: "A realidade é um vazio, e o vazio é uma realidade." Não há outro qualificativo senão dizer que o mundo é uma existência vasta, ilimitada e infinita.

Com a pretensão de desvendar este mundo misterioso, há milhares de anos, o ser humano vem empregando todos os meios, principalmente os estudos. Entretanto, só uma pequena parcela é conhecida, permanecendo o restante em mistério. Isso demonstra a insignificância da inteligência humana em relação à Grande Natureza. A expressão "vazio e silêncio", também citada pelos budistas, mostra isso.

Por Meishu-Sama - Alicerce do Paraíso, vol. 1

Publicado em 6 de janeiro de 1954

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