Escritos Divinos

Ensinamento do dia

A RESPEITO DO ATEÍSMO (Primeira parte)

Quando se escreve sobre o ateísmo, parece ser regra geral desenvolver a argumentação partindo do ponto de vista religioso. Contudo, eu pretendo discorrer sobre esse tema sem tocar em religião, colocando-me na posição de ateu.

Logo que um bebê nasce, surge do corpo da mãe o leite, uma substância completa e necessária à sua formação. Por meio disso, a criança cresce normalmente, e quando nascem os primeiros dentes, os pais oferecem-lhe alimentação adequada à mastigação.

Assim, ela vai vencendo várias fases de seu desenvolvimento, até atingir a idade adulta. Em relação aos alimentos, que representam um papel muito importante nesse processo, cada um tem seu sabor, e o ser humano, que possui o sentido do paladar, se alimenta deles com prazer, absorvendo as calorias necessárias. Creio ser este o maior de todos os prazeres humanos.

À medida que o corpo físico cresce, a inteligência é desenvolvida por meio da educação escolar entre outros e, assim, o ser humano se torna capaz de exercer as funções normais de um adulto.

Surgem-lhe, então, diversos desejos, despertando nele a sede de conhecimento, complexo de superioridade, competitividade e inventividade. Do mesmo modo, vêm à tona os desejos físicos, como os prazeres mundanos, o namoro e outros.

Dessa maneira, por meio da alternância dos sofrimentos e das alegrias, e da interação da razão e da emoção, o ser humano reúne as condições de um ser superior e torna-se apto para participar da vida social. Escrevi, em linhas gerais, sobre o curso da vida humana, desde o nascimento até a vida adulta.

Consideremos, agora, a Grande Natureza.

Tudo o que existe no Universo é criado e desenvolvido pela força da Grande Natureza: os fenômenos naturais, visíveis ou não, a atividade dos astros, a alternância das estações do ano e as variações climáticas, bem como os animais, os vegetais e os minerais, que possuem relação direta com a vida do ser humano.

Esta é a própria imagem do mundo. Observando a Natureza de forma serena e objetiva, e sem ideias preconcebidas, qualquer pessoa - a menos que seja desprovida de sensibilidade - fica sem palavras, embevecida com seu encanto. Realmente, a Natureza é dotada de mistério profundo e insondável.

Por Meishu-Sama - Alicerce do Paraíso, vol. 1

Publicado em 6 de janeiro de 1954

Acessos rápidos