VERDADE E PSEUDOVERDADE (Segunda e última parte)
Por: Meishu-Sama
[...] Apesar de o ato de distinguir a Verdade da verdade aparente ser da responsabilidade dos intelectuais e dos líderes da época, raros são aqueles que têm essa capacidade fora do comum. Às vezes, a verdade aparente pode conservar-se por longo tempo.
O absolutismo e o feudalismo são verdades aparentes que foram tidas como Verdade. O mesmo se pode dizer em relação ao fascismo de Mussolini [1883–1945], ao nazismo de Hitler [1889–1945] e à política expansionista de Tojo, que tiveram pouca duração.
É interessante que, na época, o fato passou despercebido e, momentaneamente, os povos das nações governadas por aqueles líderes acreditaram tratar-se da Verdade, embora fosse uma verdade aparente. Devido a essa crença, até a vida foi encarada levianamente, e não podemos esquecer quantas pessoas foram vítimas de tais enganos. Diante disso, percebemos como é terrível a verdade aparente.
Não podemos deixar de observar que a Verdade e a verdade aparente estão presentes em grande medida também na religião. Quantas religiões surgiram e desapareceram! Apesar de terem sido gloriosas no início, tiveram uma vida breve, não deixando qualquer vestígio. Isso ocorreu porque elas se fundamentavam na verdade aparente.
Entretanto, se for uma religião com valores em consonância com a Verdade, mesmo que por algum tempo sofra uma forte perseguição, um dia, sem dúvida alguma, conseguirá reerguer-se e tornar-se uma importante religião. Podemos fazer essa afirmativa observando as grandes religiões da atualidade.
Por Meishu-Sama – Coletânea Alicerce do Paraíso, vol. 1
Publicado em 30 de janeiro de 1950