VERDADE E PSEUDOVERDADE (Primeira parte)
Por: Meishu-Sama
Desde tempos remotos, fala-se a respeito da Verdade, mas parece que ninguém fala sobre a pseudoverdade, ou melhor, sobre a verdade aparente. Entretanto, para analisarmos qualquer problema, será necessário saber diferenciá-las, pois essa distinção exerce enorme influência no resultado.
Quando procedemos à análise por essa ótica, observamos que são numerosas as vezes em que a verdade aparente é tida erroneamente como Verdade, e a maioria das pessoas não o percebe.
A Verdade e a verdade aparente também estão presentes na religião, na filosofia, na ciência, na arte e até na educação. A verdade aparente desmorona com o passar dos anos; porém, a Verdade é eterna e imutável.
Quando se descobre algo novo, no início, as pessoas acreditam tratar-se da maior de todas as verdades; todavia, com o aparecimento de novas teses e descobertas, é comum que ela venha a desmoronar.
Da mesma forma, por mais notável que seja uma religião, quem pode garantir que ela não se extinguirá após centenas ou milhares de anos? Não seria uma extinção total, mas somente da parte que constituía a verdade aparente e é óbvio que se manteria a parte verdadeira.
Mesmo que não possuísse nada que pudesse ser mantido, essa religião não seria alvo de críticas, pois cumpriu sua missão de contribuir para o progresso da cultura.
É inegável que, quanto mais próxima da Verdade a verdade aparente estiver, mais longa será sua vida; quanto mais distante, mais curta. [...]
Por Meishu-Sama – Coletânea Alicerce do Paraíso, vol. 1
Publicado em 30 de janeiro de 1950