SENSO DE JUSTIÇA (Terceira e última parte)
Por: Meishu-Sama
[...] Explicando melhor o princípio exposto, a justiça em si é o próprio Deus, e a maldade é o próprio Satanás; portanto, Deus é a justiça, e Satanás, a maldade.
Em sua essência, Deus aprecia a felicidade, e Satanás, a infelicidade. Por essa razão, a felicidade ou a infelicidade do ser humano dependem da sua maneira de pensar. Portanto, o fundamental é compreender essa verdade do fundo do coração.
Diante disso, ninguém poderá ser feliz se não se fundamentar no senso de justiça. Vemos, portanto, que não há nada mais prejudicial que o mal. Costumo sempre afirmar: “Pessoa má, teu nome é tolice.”
Se as pessoas compreenderem essa verdade, poderão, a partir de agora, percorrer o caminho da felicidade. Entretanto, para isso ocorrer, existe uma condição. Mesmo que se diga simplesmente justiça, existem dois tipos: a não verdadeira e a verdadeira.
A primeira compreende a justiça menor, de interesses individuais, e a justiça média, de interesses que priorizam o próprio grupo social e nação. Já a segunda é a justiça ampla, que prioriza a humanidade, e somente essa é verdadeira.
Por exemplo, a fidelidade aos pais e ao imperador, no fundo, possui um princípio egoístico, constituindo a justiça não verdadeira. O Japão foi derrotado na recente guerra, porque se baseou em uma justiça não verdadeira, que visava apenas ao próprio benefício.
Somente a justiça ampla, que objetiva benefícios para o mundo inteiro, é que proporciona a eterna prosperidade. Esta é a verdade. Evidentemente, o mesmo pode ser dito em relação à Religião.
O atual declínio das grandes religiões como o budismo e o cristianismo é porque, embora pareça que atuavam com ampla justiça, incorreram em algumas falhas das quais ambas não tinham compreensão até então.
No entanto – e todos os nossos fiéis sabem disso –, a Igreja Messiânica tem por lema a construção do Paraíso Terrestre, isento de doença, pobreza e conflito, e sua verdadeira intenção é beneficiar a humanidade.
Em outras palavras, isso significa que ela é a realizadora da verdadeira e ampla justiça.
Por Meishu-Sama – Coletânea Alicerce do Paraíso, vol. 5
Publicado em 23 de dezembro de 1953