SENSO DE JUSTIÇA (Segunda parte)
Por: Meishu-Sama
[...] Se uma lógica tão evidente como essa deixasse de ser percebida pelas pessoas com baixo nível de instrução, ainda seria compreensível; mas o que dizer das pessoas cultas e ilustres, de alta reputação e fama? Isso se verifica porque elas enxergam apenas a parte exterior do Mundo Material e desconhecem o fundamental Mundo Espiritual, que está na parte interna.
Consequentemente, tentam “espremer” uma inteligência que não possuem e se esforçam para enganar as pessoas, achando que isso é ser esperto. Por esse motivo, podemos dizer que tais pessoas são dignas de piedade.
A prova disso está nos resultados que são sempre o inverso. Mesmo assim, não percebem que, na realidade, as coisas não lhes correm bem. Independentemente da classe social, pensam assim e, portanto, só tendem a crescer o número de criminosos e a insegurança social. Assim sendo, alguém, por mais que deseje realizar algo de útil na atual sociedade, encontra obstáculos que o levam ao fracasso. Apesar de seus esforços, passa por grandes dores em vão. Por vezes, acaba sendo alvo dos jornais ou ações judiciais.
Considero as pessoas às quais me referi como um “grupo de pessoas estúpidas-espertas” e tenho me esforçado o máximo com o desejo de despertá-las a todo custo. Para isso, evidentemente, não há outro recurso senão fazê-las reconhecer a existência de Deus, o que também tem sido muito difícil. Isso porque, na atualidade, quanto mais alta a posição social, pensa-se que o ateísmo é uma condição para alguém ser considerado culto.
Desse modo, para fazer com que elas compreendam realmente, devemos criar uma oportunidade a fim de que possam presenciar os milagres. Eis por que, fazendo uso do poder que me foi concedido por Deus, atualmente tenho manifestado surpreendentes milagres e sinto-me feliz em saber que, finalmente, esse fato está sendo reconhecido pela sociedade. [...]
Por Meishu-Sama – Coletânea Alicerce do Paraíso, vol. 5
Publicado em 23 de dezembro de 1953