“Nossa escola tornou-se um protótipo do Paraíso para a comunidade.”
ANA TERESA ROSSI - JC BOTUCATU - SP
Bom-dia.
Sou professora há trinta e sete anos. Amo minha profissão e tenho gratidão por poder servir à sociedade por meio dela.
Há nove anos, depois que conheci Meishu-Sama, minha prática pedagógica foi transformada completamente.
Em 2022, eu atuava na direção de uma escola com excelente estrutura e bastante conceituada no município.
Entretanto, em julho daquele ano, fui designada para assumir a gestão de outra unidade escolar.
Era um colégio em tempo integral do Ensino Fundamental 1, que atende crianças entre 6 e 10 anos, e fora inaugurado há cerca de quatro meses.
A unidade está localizada ao lado de um conjunto habitacional popular e atende a famílias com menor condição socioeconômica.
Ao chegar, encontrei uma realidade completamente diferente da que estava acostumada. Muitas crianças viviam situações de vulnerabilidade emocional, social e financeira.
O comportamento delas era agressivo e tínhamos dificuldades de convivência.
A relação com as famílias também era bastante desafiadora. Muitos pais se comportavam de forma impaciente e desrespeitosa para com os profissionais.
A equipe escolar, formada em grande parte por funcionários novos, sentia-se insegura e desmotivada diante daquela realidade.
Confesso que senti medo e pensei até em desistir.
Então, orava diariamente a Deus e a Meishu-Sama, pedindo Luz, proteção e harmonia para todos, bem como sabedoria para o cumprimento de minha missão.
Com a orientação do ministro, compreendi aquela situação como um desafio, oportunidade de crescimento espiritual e de apoio às crianças e suas famílias.
Assim, comecei a desenvolver com a comunidade escolar ações inspiradas nos Ensinamentos de Meishu-Sama.
Uma das primeiras foi a implantação de hortas da Agricultura Natural em vasos. Com os professores, orientamos as crianças a plantar, cuidar e acompanhar o crescimento das plantas.
As hortaliças e temperos produzidos começaram a ser consumidos no refeitório.
Levei também as flores de Meishu-Sama para nosso colégio.
Em março de 2023, um incidente de violência em um colégio público de São Paulo causou grande tensão entre nós, professores de todo o estado.
Em 20 de abril, a prefeitura promoveu a atividade “Um dia de paz” nas escolas da rede.
Em nossa unidade, distribuímos pequenos arranjos florais aos professores, funcionários e famílias.
Depois desse dia, muitas pessoas manifestaram gratidão pelos arranjos.
A partir de então, essas vivificações fazem parte de nosso cotidiano: nas oficinas com as crianças e nas salas do espaço administrativo.
Outra iniciativa importante ocorreu ainda em 2023 a partir de uma orientação do ministro: o “Projeto muito obrigado”.
Nele, os alunos receberam fichas e foram incentivados a escrever atitudes positivas que haviam realizado e quantos agradecimentos receberam por elas.
Naquele momento, mais do que o desenvolvimento escolar, a equipe pedagógica tinha o desejo de influenciar os alunos a cultivar bons hábitos como: agradecer, pedir licença, desculpas etc.
Como diretora e messiânica, tudo o que eu fazia era com o desejo sincero de transmitir Luz à comunidade.
Gradualmente, a convivência foi melhorando, os conflitos diminuíram e um ambiente agradável se estabeleceu.
Professores e funcionários que inicialmente desejavam deixar o colégio, passaram a desenvolver um olhar acolhedor e afetuoso em relação aos alunos.
No final do ano, decidiram permanecer na escola e continuar contribuindo para sua transformação.
Diante do sucesso da atividade da horta, em dezembro de 2023, surgiu a possibilidade de uma parceria com a Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP para implantar o Projeto Girassol na escola.
Assim, entre 2024 e 2025, recebemos o apoio de estudantes de graduação da universidade para ampliar essa atividade.
A cada ano, à medida que introduzia as práticas messiânicas na escola, observei mudanças profundas em todos.
As crianças desenvolveram responsabilidade, paciência e cooperação.
A participação das famílias aumentou significativamente, e a relação entre escola e comunidade se harmonizou.
A distribuição de flores tornou-se parte da identidade da escola. Em eventos como o desfile cívico do aniversário da cidade, nossos alunos distribuem miniarranjos florais, o que encanta a todos.
Em 30 de novembro de 2025, recebemos da Câmara Municipal da cidade o Prêmio Destaque Educacional Lydia Salvatore que pusSchincariol, que reconhece o trabalho de escolas da rede municipal. Fomos vencedores em quatro categorias: melhor escola, melhor coordenadora pedagógica, melhor professora e melhor aluno.
Tenho convicção de que os resultados que nos renderam essa homenagem foram possíveis pela atuação de Meishu-Sama em cada etapa da jornada.
Inserida em um bairro com diversos problemas sociais, nossa escola tornou-se um protótipo do Paraíso para a comunidade.
Durante esse período, pude conduzir 12 pessoas ao recebimento do Ohikari; três delas, funcionários da escola.
Após anos dedicados à educação, posso afirmar, sem sombra de dúvida, que esses são os mais felizes e significativos da carreira.
Agradeço a Deus e a Meishu-Sama a permissão de ser uma educadora messiânica.
Muito obrigada.
