"Prefiro agradecer os vinte anos em que ele esteve comigo a lamentar sua ausência física; prefiro buscar a Luz a olhar a sombra."
ANDREA DLUGOSZ - JC RIO NEGRO MAFRA - PR
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Assunto:
- Paz
Sou messiânica há onze anos. Tive a permissão de dedicar em várias atividades da Obra Divina, sempre objetivando a evolução espiritual.
No Ensinamento “Beco sem saída”, Meishu-Sama afirma: “As varas do bambu se mantêm firmes devido à formação de nós no curso de seu desenvolvimento; [...]”.
Acredito que essa seja uma das bases de minha fé, que se deu por meio da superação de diversas purificações com as práticas messiânicas. A mais intensa ocorreu no início de 2025.
Em 23 de abril, recebi a triste e inesperada notícia da partida de meu único filho para o Mundo Espiritual, com apenas 20 anos de idade.
Nesse momento de profunda dor, recebi assistência de Johrei da ministra e solicitei o Shinrei Saishi (Ofício de Assentamento do Espírito Novo). O funeral foi conduzido conforme a liturgia messiânica.
Nos dias que se seguiram, percebi que devia tomar uma decisão entre cair em profundo sofrimento ou buscar o caminho da Luz e da salvação. A todos que me prestavam apoio, eu pedia uma única coisa: oração.
Realizei os cultos de dez em dez dias de falecimento e pude participar do ofício do quinquagésimo dia, no Solo Sagrado de Guarapiranga.
Nesse dia, senti fortemente sua presença e abraço. Pouco antes do Culto de Transferência do Espírito que está completando 50 dias de falecimento, em meu íntimo, tive a sensação de vê-lo acenar e dizer: “Vamos, mãe, eu preciso ir”.
No momento da oração, quando seu nome foi chamado, uma paz me tomou o coração. Lembrei-me de sua infância, quando o levava à escola e depois retornava ao lar.
Pensando dessa forma, compreendi que sua jornada evolutiva agora ocorreria no Mundo Espiritual, que continuaríamos unidos pelos elos espirituais e que a mim caberia, do Plano Material, dedicar com sinceridade na Obra Divina.
Retornando à casa, passei a empenhar-me com a alma leve nas dedicações, conduzindo reuniões de Johrei no lar, ensinando e acompanhando pessoas nas práticas messiânicas.
Desde então, tive a permissão de encaminhar à fé oito pessoas que receberam o Ohikari (Medalha da Luz Divina), além de ministrar Johrei pela primeira vez a diversas outras.
Essa experiência ensinou-me que viver com o sentimento paradisíaco é uma escolha diária. Por essa razão, prefiro agradecer os vinte anos em que ele esteve comigo a lamentar sua ausência física; prefiro buscar a Luz a olhar a sombra.
Agradeço a Deus, a Meishu-Sama, aos ministros, aos missionários e a todas as pessoas que me apoiaram nesse período.
Desejo continuar sendo útil na Obra Divina, levando amor, força e Luz às pessoas.
Muito obrigada.