"Foi por meio da prática da Ikebana Sanguetsu que encontrei a força necessária naquele momento"
GIOVANNA KAE KAMIMURA MARINO - IGREJA RIO CLARO - SP
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Assunto:
- Paz
Tenho 27 anos e faço parte da terceira geração de messiânicos da família.
Em 2017, aos 18 anos, iniciei a faculdade de Engenharia de Materiais e fui morar sozinha em outra cidade.
Distante da família e das dedicações, pois não havia Johrei Center no município, sentia-me solitária, angustiada e ansiosa, especialmente no final do semestre, entre maio e junho, quando me vi sobrecarregada com a rotina acadêmica intensa de provas e trabalhos.
Minha mãe me orientava a vivificar flores em casa e foi por meio da prática da Ikebana Sanguetsu que encontrei a força necessária naquele momento.
Em 2019, transferi-me para outro campus na cidade de São Carlos, onde iniciei o curso de ikebana na unidade religiosa local.
No princípio, vivenciava nas aulas a mesma dificuldade: a insegurança pessoal. Na época, embora a timidez não me impedisse de realizar as atividades, tinha dificuldade, por exemplo, em apresentar trabalhos na faculdade, conversar com professores e conhecer pessoas novas. Essa situação me gerava angústia e ansiedade.
Gradualmente, pelo contato com as flores, os sentimentos foram transformados.
Em agosto de 2021, já formada e residindo em minha cidade de origem, além de frequentar as aulas, comecei a dedicar na confecção das ikebanas da igreja.
Por meio dessa dedicação, a cada dia me percebia mais leve e autoconfiante, o que se refletia na qualidade dos arranjos.
No campo pessoal e profissional, já me expressava com mais segurança e certeza da capacidade pessoal de cumprir as tarefas a mim atribuídas. Assim, pude desfrutar de uma tranquilidade interior antes não experimentada.
Dedicando como monitora da Academia Sanguetsu, liderei diversas vivências da flor e, em setembro de 2025, tive a permissão de receber a qualificação de professora assistente de Ikebana Sanguetsu.
Passei a ministrar aulas às crianças, em que lhes ensinava a coluna do Belo e os Ensinamentos de Meishu-Sama. Nesta atividade, sinto que consigo transmitir-lhes um pouco da formação religiosa que recebi na infância. A cada transformação que presencio na vida dos alunos, meu coração se enche de gratidão.
A mais marcante delas é a de um aluno com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que tem melhorado o comportamento em sala. Antes, muito agitado e com dificuldade de participação, hoje já se apresenta mais calmo, participando das atividades propostas e fazendo mais de uma vivificação por encontro.
Sou profundamente grata a Deus e a Meishu-Sama por toda a proteção recebida em minha vida, a meus pais, por me ensinarem o caminho da fé, e por servir na Obra Divina.
Muito obrigada.