Experiências de Fé

Experiência de fé do dia

A purificação mudou o curso de minha vida, aumentou a fé no Johrei e nos Ensinamentos de Meishu-Sama e despertou um profundo sentimento de servir ao próximo.

MARCOS ROBERTO BIAJANTE - GRUPO PRESIDENTE PRUDENTE

Assunto:

  • Saúde

Sou da terceira geração de messiânicos da família e dedico como assistente de ministro.

Conhecemos o Johrei em 1986, por meio da proprietária da fazenda onde residíamos. Minha avó, minha mãe e uma tia receberam o Ohikari (Medalha da Luz Divina) em 1987. Assim, passei a acompanhá-las à igreja e recebi o Shoko (Medalha de Proteção para crianças) em 1988, aos quatro anos de idade.

Meu pai era trabalhador rural. Nossa casa era muito simples, sem acesso à água encanada ou à energia elétrica e ficava localizada a uma distância de cinco quilômetros do Johrei Center. Naquela época, minha mãe não media esforços para caminhar diariamente para ir dedicar. Como sempre a acompanhava, cresci vivenciando as práticas da fé messiânica.

Aos 15 anos, sonhava em ser jogador de futebol e estava participando de testes para jogar profissionalmente. Em janeiro de 1999, recebi o Ohikari e, cerca de dois meses depois, um olheiro me propôs um contrato para teste em um grande clube de outro estado.

No dia seguinte, ao acordar, senti fortes dores nos joelhos que imaginei serem decorrentes do grande esforço físico dos dias de treino e avaliação, em que fui observado por este recrutador.

Naquela manhã, tinha uma dificuldade incomum para as tarefas mais simples e sequer fui à escola. Em poucas horas, já não conseguia mais andar e apresentava uma febre muito alta. Passei a noite acordado com fortes dores, recebendo Johrei de forma ininterrupta dos meus pais e irmã.

No dia seguinte, com os pés inchados e atrofiados, fui levado ao médico. Duas semanas antes eu tivera uma infecção de garganta e, ao passar por vários exames e avaliação clínica, o diagnóstico indicou febre reumática. A médica afirmou que dificilmente eu voltaria a ter uma vida normal, pois essa inflamação, em casos mais agudos como parecia ser o meu, costuma provocar danos permanentes ao coração conhecidos como cardiopatia reumática.

O diagnóstico foi um balde de água fria no sonho de ser jogador, que estava a um passo de se concretizar.

A médica receitou vários medicamentos e a aplicação mensal de um antibiótico até eu completar 21 anos como tratamento preventivo de danos maiores ao coração.

Meus pais decidiram cuidar de mim unicamente com a ministração do Johrei. Ao longo dos dias, a dor era tão insuportável, que eu chegava a delirar, mas recebi assistência religiosa constante de familiares e missionários do Johrei Center. Em apenas dez dias, dei os primeiros passos e me recuperei-me por completo.

Em 2004, aos 20 anos de idade, novamente cerca de duas semanas após uma infecção de garganta, apresentei fortes dores nos pés e os mesmos sinais associados à febre reumática. Em poucos dias, joelhos, mãos e demais articulações foram se debilitando, a ponto de eu sequer mexer a cabeça.

A dor era mais severa que a enfrentada durante a primeira purificação. Necessitava do auxílio de terceiros para ir ao banheiro, tomar banho, beber água e comer, pois não tinha forças nem para segurar uma colher. No entanto, não me desesperei, pois estava convicto que iria novamente ultrapassar a purificação apenas com o Johrei.

Meus pais me levaram à casa de minha avó para que eu ficasse próximo à unidade religiosa e recebesse Johrei continuamente de familiares e de missionários da Igreja.

Exames realizados à época indicaram lesões nos pulmões e coração.

Apesar da gravidade do quadro, com o apoio da família, optei por não fazer uso dos medicamentos receitados. Compreendendo a

importância da alimentação no processo de cura, além de receber Johrei intensivo, passei a consumir legumes e verduras da agricultura natural, deixei de ingerir carne vermelha e ultraprocessados.

Apesar da determinação e empenho nas práticas messiânicas, o quadro se agravou. Perdi muito peso, sentia me fraco, a visão e a audição diminuíram e cheguei a ter perda de consciência.

Após trinta dias de purificação, acordei com meu tio, que dizia: “Ele se virou na cama! Virou-se sozinho!”

Percebi que, de fato, estava deitado de lado na cama. Pude mexer os pés e, com muita dificuldade, sentei-me sozinho. Todos riram de alegria.

Depois, com apoio, levantei-me e dei alguns passos. Muito devagar, cheguei ao banheiro, escovei os dentes, sentei-me novamente.

Finalmente, saí de casa para ver a luz do sol de novo, sentir o vento, o cheiro das coisas.

Nesse dia, Meishu-Sama me devolveu à vida!

No retorno médico, a equipe ficou espantada com a recuperação. Fui alertado sobre a possibilidade de apresentar sequelas cardiológicas e respiratórias, razão pela qual não poderia fazer nenhum esforço físico.

No entanto, desde então tenho uma vida saudável, não apresento qualquer sintoma ou sequelas da doença. Hoje, como atividade física e hobby, participo de corridas de rua de curta distância.

Esse processo de purificação mudou o curso de minha vida, aumentou a fé no Johrei e nos Ensinamentos de Meishu-Sama e despertou um profundo sentimento de servir ao próximo.
A partir dessa purificação, sempre que vejo pessoas em sofrimento, não meço esforços para dar assistência religiosa, pois consigo dimensionar sua dor e o quanto anseiam por alívio e salvação que, tenho certeza, nós, messiânicos, somos capazes de proporcionar, canalizando a Luz Divina.

Dessa forma, ao longo de minha trajetória missionária tive a permissão de conduzir 40 pessoas à fé messiânica e participei da formação religiosa de muitas outras.

Agradeço a Deus e a Meishu-Sama a permissão de ter a vida salva e ser útil à Obra Divina de concretização do Paraíso Terrestre.

Muito obrigado.

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