“Em meu coração, no qual só existiam tristeza, vazio e mágoa, Deus e Meishu-Sama permitiram florescer amor, gratidão e o desejo sincero de salvar pessoas.”
MARIANE RAMOS DE ALBUQUERQUE CASTRO - DIFUSÃO RIO BRANCO – AC
Assunto:
- Paz
Bom dia a todos.
Tenho 35 anos e sou messiânica há três anos e nove meses. Atualmente, dedico como assistente de ministro na Difusão Rio Branco, ligada ao Grupo Sudoeste Amazônico.
Aos oito anos de idade, após a separação de meus pais, desenvolvi um quadro de profunda tristeza.
Ao ver meu pai sair de casa, tive a sensação de abandono, de que ele estivesse escolhendo uma vida nova, da qual eu não fazia parte.
Apesar disso, ele continuou a ser muito carinhoso e amoroso comigo. Sempre me buscava na escola; por vezes me levava ao seu trabalho, ou seja, mantínhamos um convívio afetuoso.
No entanto, eu apresentava constantemente episódios de febre alta. Minha mãe, preocupada, me levou ao médico, que constatou tratar-se de um reflexo do estado emocional.
Aos 15 anos, os sintomas se agravaram e fui diagnosticada com depressão. Logo comecei a fazer terapia e tratamento medicamentoso.
Mesmo assim, convivia com a tristeza e a sensação de vazio. Sem saber lidar com meus sentimentos, silenciosamente, nutria uma mágoa muito grande de meu pai.
Tinha tudo materialmente, mas isso não me preenchia. Vivia com uma angústia constante e parecia que, quanto mais eu queria acabar com essa sensação, mais ela criava raízes em mim.
Em 2014, aos 23 anos, fazendo faculdade no Rio de Janeiro, tive novamente uma crise severa. Levada ao psiquiatra, fui diagnosticada com TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada).
Não tinha força de vontade nem para lavar os cabelos. Ficava trancada no quarto escuro, onde buscava “os porquês” de tudo que vivenciava.
Para me oferecer as melhores terapias possíveis, meu pai não media esforços financeiros. Em outubro de 2014, iniciei um tratamento em São Paulo com Estimulação Magnética Transcraniana. Esse tratamento gerava momentaneamente uma sensação de bem-estar, mas os efeitos eram paliativos.
Em dezembro de 2017, formada em Arquitetura, retornei a Rio Branco. Em julho de 2018, abri um escritório de projetos em sociedade com uma amiga.
Em 2019, passei a frequentar sua casa quase que diariamente. Na época, tinha frequentes enxaquecas e sempre que me queixava das dores, sua mãe, que é messiânica, me dizia: “Espera um pouco que vou ali buscar um remédio para você”.
Quando voltava, trazia uma cadeira, sentava-se a meu lado e me ministrava Johrei.
Embora ficasse bem ao receber a Luz Divina e fosse convidada para ir à igreja, eu não despertava.
Três anos depois, em 21 de setembro de 2022, enquanto trabalhava na residência de minha sócia, sua irmã, que é ministra, aproximou-se de mim e conversamos sobre o Johrei e os Ensinamentos de Meishu-Sama.
Naquele dia, haveria uma Cerimônia de Outorga e tive o desejo de receber o Ohikari.
Após ingressar na fé, nunca mais deixei de ir à unidade religiosa.
Em junho de 2023, em entrevista com o ministro responsável pela unidade, falei sobre a depressão e o enorme desejo de limpar o coração da mágoa que nutria em relação a meu pai.
Após me ouvir atentamente, ele sugeriu algumas práticas: dobrar a oferta do donativo de gratidão até o Culto às Almas dos Antepassados; dedicar diariamente na limpeza dos banheiros da igreja e peregrinar ao Solo Sagrado de Guarapiranga no culto de 2 de novembro.
Na época, uma vez que a receita do escritório não era fixa, tive certa preocupação quanto à viagem; mas, seguindo sua orientação, adquiri as passagens, confiando na atuação de Deus.
Duas semanas depois, fechei um excelente contrato que me garantiu uma renda correspondente a seis meses de trabalho.
Dado que o serviço foi entregue em cerca de quinze dias, foi possível dispor de tempo livre. Assim, dedicava integralmente na igreja.
Passei a prestar assistência religiosa em hospitais, o que despertou em mim profunda gratidão por minha condição de vida.
No final de julho, tive uma consulta médica de rotina. Após nove anos consumindo remédios, o médico, vendo a melhora do estado emocional, suspendeu todas as medicações.
Diante dessa transformação, minha mãe manifestou o desejo de ingressar na fé.
Em novembro, após cinco meses de intensa preparação, peregrinei ao Solo Sagrado de Guarapiranga acompanhada da família que me encaminhou à Obra Divina.
Seguindo a orientação que havia recebido, após o culto fui visitar meu pai em Teresópolis, cidade do Estado do Rio de Janeiro onde atualmente ele reside.
Há dois anos não nos víamos, e esse reencontro foi muito especial. Passamos cinco dias maravilhosos juntos.
Tivemos conversas que despertaram mutuamente bons sentimentos, há muito adormecidos. Canalizei a Luz Divina a ele e contei-lhe minha experiência de fé. Ao me ver tão bem depois de anos de sofrimento, meu pai manifestou muita gratidão ao Johrei.
Ao retornar ao Acre, passei a realizar reuniões de Johrei em nosso lar com minha mãe e, assim, outorgamos cinco tios, dois primos, nossa secretária do lar e seu marido.
Desde então, já tive a permissão de encaminhar outras pessoas através da assistência de Johrei e da dedicação na unidade religiosa, sendo que 33 delas receberam o Ohikari.
Ao conhecer Meishu-Sama, minha vida foi transformada e ganhou novo significado.
Em meu coração, no qual só existiam tristeza, vazio e mágoa, Deus e Meishu-Sama permitiram florescer amor, gratidão e o desejo sincero de salvar pessoas.
Hoje, sempre que acordo, sinto muita gratidão em poder servir por mais um dia na Obra Divina.
Comprometo-me a continuar dedicando com sinceridade, ajudando pessoas da mesma forma como cuidaram de mim e, e assim participar da construção do Paraíso Terrestre.
Muito obrigada.