Experiências de Fé

Experiência de fé do dia - Culto Matinal

"Acho que essa é a fórmula: jamais deixar a Obra Divina de Meishu-Sama em segundo plano."

MARIA DAS GRAÇAS BERTINO JORGE VAZ - IGREJA CAMPO GRANDE - RJ

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Assunto:

  • Saúde

Outorguei-me em 24 de julho de 1977.

Recebi o primeiro Johrei aos 14 anos, em dezembro de 1973, com minha tia, pioneira em Paraty, que havia recebido o Ohikari (Medalha da Luz Divina) um mês antes. Ela foi passar as festas de fim de ano com nossa família e, logo que chegou, começou a nos ministrar Johrei.

Havia várias crianças correndo pela casa, inclusive eu. Quando me deparei com aquilo, falei: “Eu quero isso! Faz para mim?”

Depois que nós recebemos o primeiro Johrei em Muriqui, fizemos uma viagem a Paraty. E foi lá que, em 1974, pela primeira vez, me deparei com o altar e com Meishu-Sama.

A partir de então, eu pedia para passar as férias em Paraty. Lá, eu recebia Johrei e me davam Ensinamentos para ler.

Nessa época, como eu já estava morando no Rio de Janeiro para fazer o Ensino Médio, frequentava, esporadicamente, algumas unidades religiosas.

Por volta dos 15 anos, eu já sofria com o que hoje se chamaria de ansiedade e depressão.

Eu me comovia muito com os problemas das pessoas; chorava; havia dias em que ficava no quarto e tinha dificuldade para dormir.

Eu era uma jovem bastante estressada. Quando recebi o primeiro Johrei, senti muita força, mas pela distância, não dei continuidade e fiquei um tempo purificando dessa forma.

Só melhorei quando passei a dedicar na Difusão Cachambi. Eu morava perto da igreja e ia à unidade de duas a três vezes na semana: dedicava na limpeza e em várias frentes. Em um mês, a depressão acabou. Minha mãe me levou ao médico, fiz exames, mas daquele momento em diante, tudo acabou.

Cheguei a tomar medicamento forte, mas em um mês de dedicação, eu não utilizava mais nada. Com isso, senti a força do Johrei em minha vida e ganhei uma grande convicção.

No mesmo período, em 1977, conheci meu marido, e começamos a namorar. Quando voltávamos para Muriqui e Mangaratiba, onde moravam os familiares dele, eu ministrava Johrei a todos.

Em agosto daquele ano, ele recebeu o Ohikari (Medalha da Luz Divina) e, na mesma época, quase toda minha família foi outorgada em Paraty. Nesse período, a unidade foi elevada à Casa de Reunião e com isso houve uma grande outorga. Só da nossa família, eram cerca de 30 pessoas. Ali, foram formados os primeiros messiânicos de Muriqui.

Mesmo morando no Rio de Janeiro, nos finais de semana, fazíamos reuniões e prestávamos assistência religiosa. Dessa maneira, começamos a encaminhar e formar novos membros.

Surgiram alguns milagres. Um deles é o da senhora Berta Fernandes. Ela estava acamada há meses. Suas pernas estavam praticamente paralisadas e, com apenas um Johrei, ela voltou a caminhar. Depois, passou a se empenhar na dedicação de assistência religiosa e encaminhou muitas pessoas.

Outro milagre é o da senhora Delma, que já era casada há bastante tempo e não engravidava. Com um mês de Johrei, ela engravidou.

Esses milagres uniam e motivavam os membros.

Em novembro de 1981, mudou-se para Mangaratiba um casal de messiânicos. Dessa maneira, três vezes por semana, passamos a conduzir reuniões de Johrei na casa deles. Começaram a ocorrer muitos milagres. A casa foi ficando cada vez mais cheia e formava-se uma fila de pessoas para receber Johrei.

In 1983, nasceu meu segundo filho. Ele sofria de asma e crises de falta de ar que o deixavam roxo.

Nós lhe ministrávamos muito Johrei. Em 1984, quando estava para completar um ano de idade, a purificação se agravou.

Além da crise de bronquite, ele teve coqueluche, que evoluiu para pneumonia; infecção intestinal e infecção urinária. Tudo ao mesmo tempo. O menino definhou.

Eu, minha mãe, meu marido e minha sogra lhe ministrávamos Johrei por horas. Em certo momento, o próprio médico, que era espiritualista, disse: “Eu não tenho mais o que fazer”.

Naquele dia, eu entreguei verdadeiramente meu filho a Meishu-Sama. Intensificamos o Johrei a ponto de virar a noite ministrando. Com isso, ele foi melhorando.

No dia em que completou um ano, na hora do bolo de aniversário, ele teve um vômito abundante que sujou toda a casa. Daí em diante, meu filho nunca mais apresentou problema respiratório. Ele teve a vida salva. Esse foi um milagre muito grande.

Então, falei: “Meishu-Sama, a contar de hoje, eu entrego a minha vida. Aconteça o que acontecer, todo o meu tempo livre será para a Obra Divina”.

Eu trabalhava como professora e sempre ministrava Johrei aos alunos. Eu não tinha vergonha. Onde estivesse, ministrava Johrei. Quando levava meus filhos a uma festa de aniversário, não aproveitava o evento, pois todo mundo vinha me pedir Johrei.

Esta prática foi me dando autoconfiança porque, na época, eu não tinha uma formação missionária. Só tinha o Ohikari, o milagre e o Alicerce do Paraíso, volumes 1 e 2.

Às vezes, eu nem entendia direito o Ensinamento. As pessoas me perguntavam e eu não sabia responder. Contudo, fomos fazendo difusão.

Muitas pessoas foram outorgadas, até que foi alugada uma casa para as atividades da Igreja. Em 1985, foram entronizadas as Imagens da Luz Divina e de Meishu-Sama, e instituída a Casa de Johrei Mangaratiba.

No início de 1990, várias famílias messiânicas foram morar em Muriqui e, com os cerca de 35 membros que já havíamos formado, começamos novamente o movimento de outorgas e reuniões. Desta vez, já com o desejo de abrir uma unidade religiosa.

Em setembro 1993, foi aberta a Casa de Johrei Muriqui.

Em 2003, já como ministra responsável de unidade, comecei a sentir muitas dores na coluna. Em 2005, essa purificação se intensificou a ponto de não me levantar.

A única alternativa era uma cirurgia, à qual eu não queria me submeter, mas fui orientada pelos meus superiores a realizá-la para ganhar a permissão de continuar servindo na Obra Divina. Foi um procedimento bem delicado, que durou cerca de oito horas.

Eu tive pessoas que me ministraram Johrei durante e depois da cirurgia. Recebi muita assistência religiosa. Naquele momento, eu acreditava que não tinha mais retorno para a Obra Divina.

Essa purificação foi um processo muito longo ─ durou três anos ─ e doloroso. Eu não conseguia chegar diante do altar para rezar. Cada vez que eu ouvia meu marido e minhas filhas fazendo oração, eu chorava. Meu sonho era caminhar até o altar.

Precisei de muito acompanhamento, Johrei e mudança de sentimento. No segundo ano, começaram a me levar à igreja uma vez por mês. Depois passei a ir uma vez por semana e retornei efetivamente após três anos. Com essa purificação, minha missão deu um salto.

Sou profundamente grata a Meishu-Sama ter me dado essa segunda oportunidade. Na verdade, eu sou um milagre. Não era nem para eu andar. Era para estar acamada e Meishu-Sama me salvou.

Por meio do servir, libertei-me dos problemas de saúde, construí família – e hoje tenho três filhos, sete netos – e milhares de filhos espirituais que Meishu-Sama me permitiu formar.

Minha maior alegria é olhar para trás e ver tudo que foi construído com Meishu-Sama.

Até os últimos dias de minha vida, vou levar essa convicção e gratidão por todos que me formaram.

Desde jovem, entreguei minha vida. Casei-me, namorei, estudei, formei-me, trabalhei, sempre dedicando.

Acho que essa é a fórmula: jamais deixar a Obra Divina de Meishu-Sama em segundo plano.

Coroando essa trajetória, tive a permissão de receber o título de reverenda, que para mim foi um grande presente.

Muito obrigada.

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