"Ao respeitar a Lei da Ordem e submeter-me à Vontade de Deus, meu casamento foi restaurado."
ROSEMARY DE OLIVEIRA BRANCO FRANCISCO - JC SÃO VICENTE - SP
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Assunto:
- Prosperidade
No início de 2004, após a empresa onde atuara por vinte anos ir à falência, marido perdeu o emprego. Passou a atuar executando pequenos serviços esporádicos de manutenção. Eu era funcionária pública municipal e trabalhava como coordenadora pedagógica em uma escola. Mantinha praticamente sozinha todas as despesas da casa.
Ao mesmo tempo, tinha uma postura de autoridade, tomava a frente das decisões da casa, muitas vezes, sem levar em consideração a opinião do marido. Dessa forma, cada vez mais sua confiança e autoestima se abalavam; nosso relacionamento se desgastou, e passamos a vivenciar conflitos constantes. No início de 2005, ele acabou saindo de casa.
Tínhamos dezoito anos de casamento, e ver tudo desmoronar foi como sentir a vida escorrer por entre os dedos. Eu tinha uma colega de trabalho de longa data que é messiânica, e desde 1988 ministrava-me Johrei com frequência. Nesse momento de grande aflição, mais uma vez, ela me acolheu, ministrou-me Johrei e me incentivou a frequentar a igreja.
Assim sendo, ia à unidade religiosa próxima ao trabalho três vezes ao dia, recebendo em média, cinco horas de Johrei. Após algumas semanas, recebi do ministro a tarefa de convidar meu marido para jantar e preparar seu prato preferido. Eu, magoada, respondi: “Não faço!”
Não bastasse, ele me deu mais duas tarefas: dar-lhe um abraço e pedir-lhe perdão. Meu coração ainda estava ferido, e questionei: como poderia servi-lo e abraçá-lo se estava magoada?
Diante disso, o ministro me explicou que servir à família também é servir a Deus e que, ao obedecer a vontade Divina e praticar os Ensinamentos de Meishu-Sama, transformamos a nós mesmos e o ambiente ao redor.
Então, mesmo resistente, preparei tudo conforme a orientação.
Convidei meu esposo para jantar e organizei a mesa de acordo com a Lei da Ordem, colocando-o na cabeceira mais distante da porta e servindo-o primeiro.
Até então, meu filho, que tinha nove anos, era o centro do lar: sentava-se no lugar mais nobre e era servido antes. Ao seguir adequadamente a ordem, percebi o quanto eu havia invertido papéis dentro de casa e como isso afetava o equilíbrio familiar.
Ainda naquele mês, participei de um Culto no Solo Sagrado com a amiga messiânica. Meu marido, que ainda estava fora de casa, quis ir conosco para passear com o filho. Na saída do culto, meu coração pulsava forte e senti um mal-estar. Meu esposo percebeu e se aproximou para perguntar como eu estava.
Então, dei-lhe um forte abraço e pedi perdão. Ele respondeu que quem devia pedir desculpas era ele. Nos reconciliamos e voltamos para casa.
A partir de então, agia com mais docilidade, atenção e respeito pela posição do esposo. As decisões passaram a ser tomadas em conjunto, com diálogo e harmonia.
Recebi o Ohikari (Medalha da Luz Divina) em abril de 2005 e seis meses depois, meu esposo se tornou messiânico. Em fevereiro do ano seguinte, nosso filho recebeu o Shoko (Medalha de Proteção para Crianças).
Concluí todos os Cursos de Formação Missionária da igreja e passei a dedicar no setor de Ensino Religioso. Em 2010, o esposo conquistou uma colocação no setor administrativo de uma empresa e nunca mais enfrentou o desemprego. Nosso filho concluiu duas graduações e está muito bem profissionalmente.
Aposentei-me em 2018, e intensifiquei o servir na expansão da Obra Divina. Em 2020, tive a permissão de me tornar ministra assistente e, ministra adjunta em 2025.
Entendi por experiência própria que dedicação é salvação. Assim sendo, mantenho vivo o espírito de busca, visando aprimorar-me a cada dia para melhor servir de acordo com a Vontade Divina.
Muito obrigada.