Escritos Divinos

Ensinamento do dia

O PARAÍSO É O MUNDO DO BELO

Por: Meishu-Sama

Imagem de capa.

Os fiéis da nossa religião estão bem cientes de que o objetivo de Deus é a construção do mundo ideal, de perfeita Verdade, Bem e Belo. Ao contrário, o objetivo das forças malignas é obviamente a Falsidade, o Mal e a Fealdade. Vou explicar sobre estes, mas creio que a Falsidade e o Mal dispensam explicações; portanto, vamos falar a respeito da Fealdade.

Neste mundo, existem muitas coisas equivocadas. Há casos em que a Fealdade se associa à Verdade e ao Bem. [...]

Em termos mais claros, desde tempos remotos, não são poucas as pessoas que, alimentando-se e vestindo-se precariamente, morando em casebres, enfim, vivendo uma vida miserável, realizam práticas virtuosas para o bem do próximo e da sociedade. Realmente, se suas condições de vida fossem tão desfavoráveis a ponto de não conseguirem sobreviver, isso seria inevitável. Algumas, porém, mesmo tendo condições melhores, preferem aquela forma de vida, o que não acho nada interessante. [...] Para falar a verdade, esse pensamento não é correto, uma vez que negligencia um fator importantíssimo, que é o belo; por conseguinte, tem-se como resultado Verdade, Bem e Fealdade.

Nesse sentido, desde que sejam condizentes e não fujam às condições de cada indivíduo, as vestes, a alimentação e a moradia devem ser as mais belas possíveis, pois estarão de acordo com a Vontade Divina. Mais do que uma satisfação pessoal, o belo causa uma sensação agradável aos outros; assim sendo, podemos dizer que ele é uma espécie de boa ação. Antes de mais nada, à medida que uma sociedade eleva seu grau de civilidade, é natural que tudo se torne belo: esta é a verdade. [...]

Além do mais, por meio dessa atmosfera de beleza, os sentimentos dos cidadãos também se tornarão belos, e creio que, com isso, os crimes e os acontecimentos desagradáveis diminuirão significativamente, o que se constituirá, portanto, um dos fatores determinantes para a concretização do Paraíso Terrestre.

Para finalizar, escreverei a meu respeito.

Desde jovem, eu gostava de tudo o que dissesse respeito ao belo. Embora fosse muito pobre, cultivava flores em pequenos espaços e, quando dispunha de tempo, pintava quadros. Sempre que me era possível, visitava museus e exposições. Na primavera, apreciava as flores; no outono, as folhas coloridas das árvores. Agora, pela graça de Deus, minha vida é mais afortunada. Portanto, poder apreciar o belo livremente constitui uma contribuição para a realização das atividades da Obra Divina. Desconhecendo esse fato, é inevitável que terceiros achem que levo uma vida luxuosa. Desde tempos antigos, os fundadores de religiões faziam a divulgação das doutrinas, vivendo na pobreza e realizando penitências. Quando me comparam a eles, talvez achem minha forma de agir bastante estranha, pelas diferenças observadas.

A verdade é que aquela época era o Mundo da Noite, e as religiões expandiam a fé, mesmo estando no inferno. Finalmente, chegou a época de transição, ou seja, o momento atual está se transformando no Mundo do Dia. Contrariamente [ao que se pensava], a salvação se dá enquanto se vive em um lugar paradisíaco. Por conseguinte, é necessário pensar profundamente a esse respeito. [...]

Coletânea Alicerce do Paraíso, vol. 5
Por Meishu-Sama, em 11 de julho de 1951

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