Escritos Divinos

Reminiscência do dia

CARTAS E EXPERIÊNCIAS DE FÉ – POR UM SERVIDOR PRÓXIMO

Por: Reminiscência

Certa noite, antes de iniciar minha dedicação de anotar o que Meishu-Sama ditava, li para ele uma carta enviada por uma senhora que estava internada no sanatório para tuberculosos, na província de Miyazaki.

Na carta, ela dizia que tomara conhecimento da nossa Igreja através de um artigo publicado em uma revista semanal sobre a conversa entre Meishu-Sama e Musei Tokugawa. Com isso, surgiu nela o desejo de ser salva.

Meishu-Sama, sentindo-se bastante penalizado com a situação daquela senhora, redigiu-lhe uma carta com palavras confortadoras. Além disso, disse-me: “Telefone para a Igreja mais próxima e tome providências para que um ministro vá visitar essa senhora.” Como já era de madrugada, respondi-lhe: “Amanhã de manhã bem cedo ligarei para ele”, ao que Meishu-Sama respondeu: “Amanhã, não! Agora!”

Assim, já era mais de uma hora da madrugada quando pedi a ligação, que só foi completada depois das duas, horário em que Meishu-Sama já deveria estar dormindo. Mesmo assim, ele ficou esperando.

Ao falar com o ministro, Meishu-Sama orientou-o sobre os pontos vitais e a frequência da ministração de Johrei e até sobre a dieta adequada. Só depois disso é que ele se recolheu.

Cerca de cinco dias depois, preocupado como se o problema fosse dele, perguntou: “O que será que ocorreu? Será que ela melhorou? Ainda não deram nenhuma notícia?” Posteriormente, ao receber o relatório de que a senhora havia tido alta e estava frequentando a Igreja com saúde, Meishu-Sama ficou muito feliz e exclamou: “Que bom! Que bom!”

Houve também uma ocasião em que lhe fiz a leitura de outra experiência de fé, cujo teor era o seguinte.

Um membro havia esquecido uma valiosa bolsa de couro no bonde e a recuperara sem dificuldades. A moça que a encontrou chegou ao seu dono pelo cartão de visitas que havia na bolsa. Ela escreveu-lhe, pedindo que fosse buscá-la. O membro, feliz com a graça recebida, foi apanhar a bolsa.

Chegando à casa da moça, soube que esta não tinha pais e vivia com um irmão e uma irmã mais jovens, em condições lastimáveis. Seus dois irmãos estavam acamados, e ela arcava sozinha com a subsistência da família. Todavia, na experiência de fé, o membro realçava apenas o fato de ter encontrado a bolsa, pouco se referindo aos dois irmãos doentes.

Ao ouvir isso, Meishu-Sama disse: “Muito bem, ele encontrou a bolsa, mas o que aconteceu aos dois irmãos que estavam doentes? Por que não lhes ministrou Johrei? Será que ele não lhes falou sobre a nossa Igreja? Entre em contato com este membro. Caso contrário, não poderemos publicar este relato no Jornal Eiko. Dependendo da resposta, envie-lhes o Ohikari.”

Reminiscências sobre Meishu-Sama, vol. 1 – relato 117
Publicado em 25 de janeiro de 1951

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