PESSOA MÁ, TEU NOME É TOLICE (Segunda e última parte)
Por: Meishu-Sama
[...] Com a descoberta do delito, a pessoa é vista como criminosa e perde a confiança da sociedade. Para recuperá-la, naturalmente, leva-se muito tempo. Entre estas, há pessoas sem muita sorte, que passam o resto da vida desprezadas pelo mundo. Basta pensar um pouco para imaginarmos que os danos e os prejuízos são inúmeras vezes maiores que o lucro obtido por meios ilícitos.
No Período Meiji [1868–1912], o conhecido assaltante à mão armada, Sadakichi Shimizu [1837–1887], quando foi preso, assim se referiu ao seu passado com muito arrependimento: “Não há ‘negócio’ tão ruim quanto o roubo. Se eu dividisse o dinheiro que roubei até hoje, o resultado seria de apenas 45 centavos por dia.”
Concordo que não deve ter sido compensador, por mais baixo que fosse o custo de vida no Período Meiji.
Praticar o mal não é compensador nem do ponto de vista religioso nem com base em cálculos matemáticos. Além do fato de o criminoso não poder dormir tranquilamente em decorrência da constante inquietação de que é tomado até ser descoberto. Por esse motivo, digo que não há ignorante maior que o indivíduo que comete delitos. Assim sendo, afirmo, tal como o título deste Ensinamento: “Pessoa má, teu nome é tolice.”
Por Meishu-Sama – Coletânea Alicerce do Paraíso, vol. 5
Publicado em 30 de abril de 1949