A PRESUNÇÃO E AS MÁS INTERPRETAÇÕES
Por: Meishu-Sama
No Ofudesaki da religião Oomoto, a maior advertência se refere à presunção e às más interpretações. Esta é uma verdade absoluta.
Tendo em mente tais palavras, ao observar [nossos] fiéis, ocorrem-me muitos pensamentos. Frequentemente temos a seguinte situação:
No caso do Johrei, no início, quando se é inexperiente e hesitante quanto à força para curar a doença de alguém, inesperada e surpreendentemente, a recuperação é comum.
A pessoa curada fica admirada e, ao mesmo tempo, bastante feliz e agradecida. Talvez todos já tiveram experiência semelhante.
Existem também aqueles que, em algum momento, sem perceberem, tornam-se propensos a se esquecer de que a melhora ocorrera em decorrência da proteção de Deus e pensam: “Será que eu também não tenho algo de extraordinário?”
No entanto, isto expressa uma enorme presunção e, quando surge, é o que há de mais perigoso. Portanto, é preciso muita cautela. Afinal, tal pensamento contraria [a lógica].
Portanto, estou sempre advertindo: quanto mais se tirar a força, melhor. Ou seja, como se trata da força humana, quanto menos ela se manifestar, melhor.
Seguindo o raciocínio, quando se fica presunçoso, de certa forma, deseja-se acrescentar a força humana e aqui sobretudo a atuação do Johrei enfraquece.
Frequentemente ouço o seguinte: “No começo, quando eu era inseguro, a cura ocorria satisfatoriamente. Entretanto, agora que vim ganhando muita experiência, a cura parece difícil. Por que será?”
Existem pessoas que têm dúvidas, mas se entenderem o sentido do que digo, acredito que concordarão.
Da mesma forma, é preciso estar atento às más interpretações, uma vez que é muito fácil cometer erros na visão sobre a fé. Por exemplo, buscar entender a afinidade e o relacionamento com os deuses que aparecem em lendas e na mitologia; ter interesse e, de forma imprudente, querer conhecer os fenômenos de possessão espiritual.
Quando se confere demasiada importância a tais assuntos, perdese de vista o que é principal. De fato, saber um pouco não é de todo inútil, mas deve se colocar um limite e parar.
Aquele que fica preso a essas questões, sem notar, tende a desviarse do caminho principal da fé. Certamente, a causa está tanto na falta de leitura quanto na prática dos Escritos Divinos mesmo que estes estejam sendo lidos.
Escrevi aqui sobre a presunção e as más interpretações. E digo-lhes mais: aquele que consegue basicamente compreender e praticar [os Escritos Divinos], percorre a trilha da verdadeira fé.
Por Meishu-Sama – Coletânea Alicerce do Paraíso, vol. 6
Publicado em 4 de julho de 1951