Culto Mensal

Experiência de Fé do Culto Mensal

Culto às Almas dos Antepassados

"Gradualmente, nasceram no coração gratidão e respeito onde havia mágoa e incompreensão."

SÂMORA RAHEL SOUSA ANDRADE - DIFUSÃO GOIÂNIA - GO

Imagem de capa do post.

Bom-dia.

Sou messiânica há sete anos, mas o primeiro contato com a Obra Divina ocorreu na infância, no final da década de 1980.

Morávamos em Porangatu, cidade do interior de Goiás, e nas férias passávamos alguns dias em Goiânia. Lembro-me nitidamente de minha tia ministrando Johrei à minha mãe.

Apesar de gostar de receber a Luz Divina, minha mãe demorou para ingressar na fé.

Em 2012, ela começou a ter dificuldade para andar e, em pouco tempo, os sintomas evoluíram para fraqueza muscular e limitações de coordenação das pernas.

A essa altura, já formada e atuando como enfermeira, levei seu caso para acompanhamento no hospital em que trabalhava. Descobrimos tratar-se da Doença de Alexander de início adulto, forma rara e progressiva de leucodistrofia – uma doença neurodegenerativa de característica hereditária.

Nesse momento, minha mãe teve o desejo de intensificar o Johrei.

Contudo, como as idas a Goiânia já não eram possíveis, em julho de 2013, ela recebeu o Ohikari com meu irmão mais novo, para que pudessem praticar Johrei em nossa cidade.

Em 2018, quando os sintomas da doença se intensificaram, ela mudou-se para a capital onde eu podia oferecer-lhe melhores cuidados médicos.

Certo dia, pouco após vir morar comigo, bateu à porta de casa uma assistente de ministro que perguntou se gostaríamos de receber Johrei.

Nosso endereço constava no cadastro de outorga de minha mãe.

Ela reconsagrou o Ohikari e comecei a levá-la diariamente à unidade religiosa, onde recebia a Luz Divina de forma intensiva.

À noite, em casa, recebia assistência de Johrei.

Minha mãe era uma paciente em cuidados paliativos. Por essa razão, quando sentimos que sua passagem se aproximava, respeitamos dois desejos seus: não realizar procedimentos médicos que prolongassem seu sofrimento e fortalecer o recebimento do Johrei, que era o que lhe fazia sentir-se bem.

Em casa, ela recebeu assistência religiosa intensiva por três dias. Em 14 de abril de 2019, desde as 7 horas da manhã, ela recebeu Johrei de minha tia e de missionários da igreja. No início da noite, o ministro responsável a visitou e após canalizar-lhe a Luz Divina, serenamente, ela retornou ao Mundo Espiritual.

Durante o funeral, a assistente de ministro me disse: “Sei que você é católica e fará a missa de sétimo dia. Na Igreja Messiânica, realizamos cultos a cada 10 dias de falecimento. Venha receber Johrei e participar desses ofícios; eles darão um bom lugar a ela no Plano Espiritual.”

Eu, que até então não havia sequer entrado na igreja, passei a frequentar a unidade religiosa com o objetivo de levar Luz ao espírito de minha mãe.

Eu ainda não tinha convicção no Johrei, mas nesse período despertei devido a duas experiências.

Eu sofria de insônia. Certo dia, após receber Johrei na igreja, retornei a casa e dormi profundamente.

A partir desse dia, deixei de utilizar as medicações das quais era dependente há anos.

Outro aspecto que me despertou para a fé foi ouvir a leitura de uma experiência de fé que tocava um aspecto que me afetava profundamente: a relação com meu pai.

Chorando copiosamente, disse à assistente de ministro que gostaria de conhecer melhor a igreja e transformar meus sentimentos.

Recebi o Ohikari em 29 de junho de 2019, o que, acredito, me preparou para enfrentar um difícil momento da relação familiar que estava por vir.

Com os meses, começamos a ter conflitos com o irmão do meio em razão do espólio de minha mãe a ponto de ele romper qualquer convívio conosco.

Eu ministrava Johrei, encaminhava pessoas à fé e impregnava cada dedicação com o desejo de alcançar a harmonia familiar.

A primeira mudança que percebi, por meio desse empenho e das orientações recebidas, foi no sentimento para com meu pai.

Gradualmente, nasceram no coração gratidão e respeito onde havia mágoa e incompreensão.

Meishu-Sama me permitiu expressar meu amor por ele antes de seu falecimento em fevereiro de 2022.

Nos anos seguintes, ganhei novas missões e a oportunidade de servir próximo ao ministro responsável pela difusão em que vivi momentos de grande aprendizado e aprofundamento da fé.

Em fevereiro de 2024, tive a permissão de entronizar as Imagens de Deus, de Meishu-Sama e a morada dos ancestrais e antepassados no lar, possibilitando-me realizar os cultos de aniversário de falecimento em casa.

Em junho daquele ano, peregrinei ao Japão. Durante a viagem, enquanto realizávamos o mitamamigaki (dedicação de limpeza e polimento da alma) no altar do Solo Sagrado de Atami, pedi a Meishu-Sama que purificasse os sentimentos de desavença, mágoa e discórdia entre a família, permitindo-nos viver em harmonia.

No início de 2026, depois de sete anos de intensa dedicação com esse objetivo, o irmão do meio nos procurou, pedindo desculpas e uma chance para nos reconciliarmos e conviver.

Em março, a convite de nossa tia, pioneira da fé messiânica que encaminhou minha mãe, ele foi à Igreja.

No dia seguinte, tomou a decisão de ser útil à Obra Divina e recebeu o Ohikari naquele mesmo mês.

Desde então, estamos reconstruindo a relação familiar com base no respeito e gratidão mútuos e, sem conflitos, encaminhamos a solução do inventário familiar.

Sinto que foi por meio do retorno de minha mãe ao Mundo Espiritual que despertei para a missão.

O desejo de elevar espiritualmente os antepassados e levar Luz aos familiares direcionaram a dedicação e o empenho na Obra Divina.

Hoje, tenho o coração pleno de gratidão, pois sinto que a cada etapa fui protegida por Deus, Meishu-Sama e os antepassados.

Em agosto, prestei o exame de qualificação sacerdotal para o grau de ministra assistente, o que aumenta o compromisso para com a Obra Divina.

Muito obrigada.

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