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Entenda o significado do Culto do Paraíso Terrestre e da transição da Era da Noite para a Era do Dia

Aline Zille - maio, 2018
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No dia 15 de junho, é realizado o Culto do Paraíso Terrestre. Podemos dizer que este é um dos momentos mais importantes do calendário da Igreja Messiânica Mundial. Você conhece a história deste culto e sabe por que ele é tão importante para nós?

Em meados de maio de 1931, Meishu-Sama recebeu a seguinte Ordem de Deus: “No dia 15 de junho, vá ao Templo Nihon-ji, no Monte Nokoguiri, situado em Boshu, no Estado de Tiba”. Imediatamente ele iniciou os preparativos para seguir a Vontade do Altíssimo.

Dessa maneira, no dia 14 de junho, Meishu-Sama, sua esposa, Nidai-Sama, e vinte e oito discípulos se dirigiram a esse templo e, às três horas da manhã do dia 15 de junho, a comitiva, de lanterna na mão, partiu pelo escuro caminho, úmido do orvalho da noite, rumo ao topo da montanha. Em direção ao Sol que se levantava, rompendo o alvorecer, todos, emocionados, entoaram em voz alta a oração “Amatsu Norito”com profundo respeito.

Naquele instante, o Fundador teve uma sensação espiritual e sussurrou para si mesmo: “Algo misterioso ocorreu.” Ele parecia ocultar alguma coisa no fundo de seu coração.

Observando diversos fenômenos estranhos e fatos inexplicáveis verificados nos dias que se sucederam, ele concluiu que, naquele dia 15 de junho, transcorrera, no Mundo Espiritual, um acontecimento Divino: a transição da Era da Noite para a Era do Dia, que ele denominou de “Revelação Divina da Transição da Noite para o Dia no Mundo Espiritual”.

Depois disso, Meishu-Sama conscientizou-se ainda mais de que sua missão era divulgar a chegada do Mundo do Dia e construir uma nova civilização.

Contudo, foi em 15 de junho de 1953, por ocasião da inauguração do Paraíso Terrestre de Hakone, que Meishu-Sama afirmou que aquele era o momento do nascimento do Paraíso Terrestre, o maior evento comemorativo desde o início do mundo e uma data a ser festejada mundialmente por toda a eternidade.

A partir de então, no dia 15 de junho, passaria a ser comemorado, na Igreja Messiânica Mundial, o dia do Culto do Paraíso Terrestre.

Ao falarmos em Paraíso Terrestre, imaginamos algo externo, que deve ser construído do lado de fora. Meishu-Sama, porém, nos ensina que o Paraíso deve iniciar no interior de cada indivíduo e, depois, ir se expandindo pela família até abranger a humanidade.

Quando crianças, começamos a ter uma relação com Deus a partir dos nossos pais, que nos dizem:

─ Vamos agradecer ao Papai do Céu!

─ Olha, o Papai do Céu está vendo tudo!

Somos criados reconhecendo que existe um Deus. Contudo, a expressão “Papai do Céu” nos faz imaginar que Deus está distante, que mora lá no Céu.

Por esse motivo, quando queremos nos comunicar com Deus é comum olhar para o alto, para o Céu que enxergamos, pensando em um Deus muito distante de nós.

No entanto, ao conhecermos Meishu-Sama e termos contato com seus Ensinamentos, passamos a adquirir uma percepção diferente quanto a esta concepção.

Ele nos ensina que Deus está vivo dentro de nós através da partícula Divina que nos foi outorgada pelo Criador.

Meishu-Sama deixa isso claro através do Ensinamento “Os três espíritos do homem”: É comum ouvirmos dizer que o homem é filho ou templo de Deus: isso significa que ele possui a partícula Divina que lhe foi outorgada pelo criador e que constitui seu espírito primordial.

Essa partícula Divina, à qual Meishu-Sama se refere, é o nosso elo com o Deus vivo, onisciente, onipotente e onipresente na totalidade de Sua criação.

Dentro dessa perspectiva, ganhamos a compreensão que, o tempo inteiro, Deus está ciente de nossos pensamentos, ouvindo nossas palavras e observando nossas decisões e atitudes no dia a dia.

Guiados por essa nova consciência, deixamos de apreender Deus como uma existência distante de nós e passamos a reconhecê-Lo ativo e presente em nossa vida.

Portanto, viver o dia a dia somando méritos, fazendo as pessoas felizes, buscando resultados positivos no contato com todos, bem como levar alegria e bem-estar aos ambientes que frequentamos, seria a realização de uma existência plena e intimamente ligada a Deus.

Há uma historinha muito interessante que retrata bem a diferença em nossas atitudes, independentemente de estarmos em um ambiente paradisíaco ou em uma situação complicada e desfavorável.

Os protagonistas são dois rapazes que se conheceram durante a vida na Terra. Um chamava-se Zé e o outro, Pedro.

Zé era um jovem bem alegre e esperto. No entanto, utilizava sua perspicácia e desinibição para fazer armações, no intuito de enganar e ludibriar os outros, procurando sempre levar vantagem. E quando algo não saía a seu contento, esbravejava e reclamava.

Pedro era exatamente o oposto. Sempre foi um homem bom, justo e fiel. Colocava o bem-estar do próximo acima do seu próprio e procurava levar a vida de forma positiva, agradecendo por tudo o que lhe ocorria.

Os dois morreram no mesmo dia e, ao chegarem ao mundo espiritual, foram para a fila esperar pelo julgamento que definiria o destino de cada um.

Pedro estava quieto, aguardando calmamente sua vez, enquanto Zé, ansioso, sabendo que seu retrospecto de vida na Terra não era dos mais admiráveis, temia que não fosse admitido no Céu.

Sabendo que Pedro sempre fora um homem íntegro e, com certeza, teria sua entrada garantida, começou a pensar em como poderia fazer para trocar de lugar com ele. Em dado momento, Pedro se distraiu e Zé, mais uma vez usando de sua astúcia, trocou os documentos de identidade.

Ao chegar sua vez de ser julgado, o juiz olhou para Zé e pediu-lhe o documento de identidade. Ao passá-lo na leitora do computador, ficou surpreso com posturas tão maravilhosas e começou a elogiá-lo: “Parabéns, você conseguiu cumprir muito bem sua missão na Terra. Foi um homem muito honrado e honesto. Pensava na felicidade do próximo e mantinha o coração sempre agradecido. Enfim, seu destino é viver no Céu.” Assim, sem nenhum remorso, Zé saiu pelo corredor que o levava para adentrar o Céu e pensava: “Me dei bem mais uma vez.”

Logo em seguida, chegou a vez do Pedro. Ao entregar sua identidade ao juiz, este passou-a no computador para ver como havia sido sua conduta na Terra. O juiz olhou para ele com uma cara horrível e, em tom bem severo, começou a lhe passar um sermão: “Quanta coisa feia você aprontou! Roubou, enganou e fez muitas pessoas sofrer. Além disso, queria que tudo estivesse sempre conforme sua vontade e reclamava quando algo dava errado. Enfim, seu destino é ir para o Inferno.”

Sem entender muito aquele julgamento, Pedro baixou a cabeça resignadamente, pegou o corredor do Inferno e, triste, pensou: “Bom, Deus está no comando de tudo. Se esse é meu destino, vou procurar entender o que preciso aprender por lá.”

Zé, logo que entrou no Céu, tomou um susto. O lugar era limpo, organizado e tranquilo. O respeito e a ordem eram premissas em todas as atividades desenvolvidas. Mesmo tentando enganar as pessoas, estas não o levavam a mal e sorriam de suas atitudes, que para elas pareciam brincadeiras alegres. Insatisfeito por não conseguir perturbar e tirar as pessoas do sério, começou a se entediar. Decepcionado, pois esperava um lugar tal qual estava acostumado e onde podia aprontar suas artimanhas, não suportou mais o ambiente paradisíaco e resolveu fugir.

Aproveitou um momento em que a porta do Céu estava aberta recebendo outras pessoas e pulou lá de cima, caindo direto no Inferno.

Pedro, por sua vez, se viu em um ambiente totalmente contrário ao que estava habituado. Havia bastante sujeira, mentira e, principalmente, falta de servir e de gratidão, pois as criaturas eram egoístas e arrogantes. Ele resolveu transformar aquele lugar em um ambiente mais agradável para todos que ali viviam. Passou a dizer “obrigado”, a fazer limpeza, a colocar em ordem os objetos. Observava a necessidade das pessoas com quem convivia e procurava ser útil. O líder do Inferno, observando aquela estranha postura, convocou seus companheiros e, juntos, expulsaram Pedro do Inferno, levando-o até as portas do Céu, dizendo que ali que era o seu lugar.

Zé, ao chegar ao Inferno, imediatamente tentou praticar as mesmas malandragens de sempre. No entanto, todos ali eram mais espertos que ele, que não conseguia enganar ninguém. Ficou pensando em como fazer para ganhar a vida e se lembrou do tempo que passou no Céu e de como o tratavam bem quando ele fazia coisas que achavam engraçadas. Passou a contar piadas, a fazer danças divertidas e a inventar histórias interessantes, a fim de distrair as pessoas. Eram momentos de alegria e descontração, em que as pessoas se confraternizavam e compartilhavam sentimentos positivos, rindo e se divertindo.

Zé percebeu que poderia utilizar sua alegria e irreverência de forma positiva.

Todos passaram a ter simpatia e gratidão por ele e a querer agir como Zé, alegrando e se preocupando uns com os outros. Aos poucos, foram percebendo que quanto mais faziam bem ao próximo, mais felizes ficavam, e passaram a adotar aquele estilo de vida para sempre.

Dessa forma, aquele lugar triste e sombrio foi-se transformando em um local alegre e iluminado.

O líder local, irritado por estar perdendo o poder sobre as pessoas que ali residiam, resolveu expulsar Zé e aqueles que o seguiam.

Com isso, Zé retornou ao paraíso levando muitas pessoas. Ao chegar ao Céu, com tantos amigos, foi recebido por Pedro, que agora estava servindo como porteiro. Envergonhado, contou-lhe o que havia feito e lhe pediu perdão. Pedro, sorrindo, disse: “Foi uma experiência e tanto! Aprendi que, mesmo caindo no Inferno, é possível retornar ao Paraíso.”

Assim, Deus, que observava o interior de cada um deles, feliz com a nova forma de pensar e agir de Zé, e com o fato de ele ter conduzido muitas pessoas ao paraíso, permitiu que ele entrasse no Céu com seus companheiros e concedeu-lhe a missão especial de auxiliar outras pessoas a encontrar o paraíso que existe dentro de si.

Com essa simples história, podemos refletir que viver no Céu ou no Inferno depende de nossas decisões e atitudes no dia a dia.

O Culto do Paraíso Terrestre representa esse momento de grande transição do mundo, pois, a cada dia 15 de junho, a luz se intensifica no plano material e, consequentemente, a purificação e o poder de salvação também aumentam.

Meishu-Sama nos ensina que, “quem deseja ser feliz, deve primeiramente tornar feliz seu semelhante, pois a Divina recompensa que disto provém, será a verdadeira felicidade”

. Isso se dá porque o mérito gerado quando fazemos a felicidade de alguém, se transforma em luz, que elimina nossas máculas espirituais e permite que nosso espírito se eleve. Quanto mais elevado o nível espiritual de uma pessoa, mais ela será abençoada com saúde, prosperidade e paz.

Os messiânicos vieram a este mundo pela profunda afinidade com a missão de Meishu-Sama de concretizar o Paraíso Terrestre e, portanto, compartilham dessa mesma missão.

Conforme vem sendo orientado pelo presidente da IMMB, Rev. Marco Antônio Baptista Resende, precisamos fazer de 2018 um ano messiânico, ampliando a prática do Johrei e a salvação de pessoas.

Com a chegada do Culto do Paraíso Terrestre, temos uma grande oportunidade, como verdadeiros messiânicos, de realizarmos a transição da era noite para a era do dia em nossa vida. Para tanto, vamos nos emprenhar em três práticas:

  1. Apresentar uma nova pessoa a Meishu-Sama, com o sentimento de torná-la um elemento útil à Obra Divina na salvação de outras pessoas.
  2. Buscar algum amigo ou conhecido que já praticou a fé messiânica e hoje está “descansando”. Fazer oração e visitar essa pessoa com o objetivo de reconduzi-la às suas dedicações.
  3. Fazer das práticas do Johrei e do estudo dos Ensinamentos o alimento diário de nossa preparação.

Boa dedicação!

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