Ensinamento do Mês

O Bem e o Mal

Igreja Messiânica Mundial do Brasil - junho, 2017

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O mundo apresenta diversos aspectos, em que o bem e o mal estão mesclados. Tragédia e comédia, infelicidade e felicidade, guerra e paz, tudo é motivado por um ou por outro. Por que existem pessoas boas e pessoas más? Creio que, via de regra, as pessoas já chegaram a pensar que deve haver uma causa determinante do bem e do mal.

O que passo a explicar é a causa do bem e do mal, e é imprescindível que todos a conheçam.

O ser humano em geral, obviamente, deseja ser do bem e tem aversão a ser do mal. Com raras exceções, tanto o governo como a sociedade ou a família amam o bem, porque sabem que do mal não nascem a paz nem a felicidade.

Para facilitar a compreensão de todos, dividirei a definição do bem e do mal em duas partes: 1) “Homem bom é aquele que crê no invisível” e 2) “Homem mau é aquele que não crê no invisível.” Aquele que crê no invisível, crê na existência de Deus e é espiritualista. Aquele que não crê no invisível, é materialista e ateu. (…)

Os praticantes do mal negam absolutamente a existência de Deus e não se importam em realizar más ações em seu proveito, desde que não sejam descobertos. Sua psicologia se assemelha ao pensamento niilista. Assim sendo, praticam fraudes como ações perfeitamente normais, fazendo o próximo sofrer, não importando se isso causa infortúnios à sociedade humana. E chegam ao cúmulo da prática do homicídio. (…)

O mal surge, ainda, do pensamento de que, após a morte, o ser humano retorna ao Nada e que não existe vida no Mundo Espiritual.

Embora a sorte favoreça o homem mau e este tenha êxito durante algum tempo, a realidade nos mostra, sem exceção, que, a longo prazo, ele está fadado à ruína. Isso porque, aquele que comete delitos vive inquieto e atormentado pelo receio de ser preso.

Sob a tortura da sua consciência acusadora, é induzido ao arrependimento, sendo frequente o caso de criminosos que, quando se entregam ou quando são presos, se alegram com o cumprimento da pena, porque assim recobram a paz de espírito.

Isso significa que sua alma atribuída por Deus está sendo censurada por Ele uma vez que aquela se comunica com Deus por meio do elo espiritual. Ao praticar o mal, mesmo que consiga enganar os outros, a pessoa não pode enganar a si mesma. Já que o ser humano está ligado a Deus por meio do elo espiritual, todos os atos humanos são do conhecimento Divino. (…)

(…) quem crê em Deus, que é invisível, não se deixa ludibriar por perspectivas “brilhantes”, pois possui a crença de que, mesmo que consiga enganar o próximo, é impossível enganar a Deus. Ainda que, do ponto de vista humano, seja considerada uma pessoa de bem, se não crê em Deus, situa-se na esfera do mal, pois corre o risco de transformar-se num mau elemento a qualquer momento. Por essa razão, ter fé, isto é, crer no invisível, é o atributo essencial do autêntico homem de bem.

Estou convencido de que nada, além da fé, é capaz de salvar a situação atual de excessiva degradação dos preceitos morais.

Embora se continue criando leis, polícia, tribunais e prisões para impedir a ocorrência de crimes, tudo isso é como construir jaulas e cercas de ferro, a fim de nos proteger do perigo dos animais ferozes. Dessa forma, os criminosos não estão sendo tratados como seres humanos, mas como animais. E haverá maior infelicidade para alguém do que terminar a vida rebaixado à condição de animal, uma vez que foi criado como um ser elevado?

O ser humano se transforma em animal, quando se degenera, e em ser divino, quando se eleva. Esta é uma verdade imutável. O ser humano é realmente um ser intermediário entre Deus e o animal. Nesse sentido, o autêntico civilizado é aquele que se libertou da característica animal. Creio que o progresso da cultura significa a evolução do ser animal para o ser divino. E qual é o lugar onde seres divinos se reúnem, senão o Paraíso Terrestre?

Por Meishu-Sama, em 5 de Setembro de 1948

Extraído do Alicerce do Paraiso, vol. 1, pág. 84 a 88 – trechos