Palestra do Culto

Culto Mensal de Agradecimento – Julho 2017

Igreja Messiânica Mundial do Brasil - julho, 2017

Culto Mensal de Agradecimento
Solo Sagrado de Guarapiranga
02 de julho de 2017

 

Bom-dia! Sejam bem-vindos ao Solo Sagrado de Guarapiranga.

Todos estão passando bem?

Agradeço a Deus e a Meishu-Sama a permissão de realizar este Culto de Agradecimento e de poder servir à Obra Divina com os senhores.

Como o tempo está passando rápido, não é mesmo? Há duas semanas, estávamos celebrando o Culto do Nascimento do Paraíso Terrestre e, hoje, já estamos celebrando o culto de agradecimento do mês de julho!

Ao iniciarmos o segundo semestre do ano, penso ser importante fazer uma reflexão mais aprofundada sobre os ensinamentos de Meishu-Sama e, ao mesmo tempo, um balanço sobre a maneira como estamos vivendo e servindo a Obra Divina.

Hoje, o mundo está passando por um momento de muitas mudanças. São grandes e inúmeras as purificações. As notícias que nos chegam, na maioria das vezes, retratam situações muito difíceis que nos entristecem e desanimam. Às vezes, chega a dar a impressão de que nada de bom acontece no mundo. Contudo, isso não é verdade: há muitas coisas boas ocorrendo e precisamos estar atentos a elas.

Meishu-Sama já havia nos alertado sobre as mudanças que ocorreriam com a intensificação da Luz Divina e com o avanço da Transição da Era da Noite para a Era do Dia. Tais mudanças fazem parte da “prestação de contas do velho mundo” à qual Meishu-Sama se referiu no ensinamento “O que é a Igreja Messiânica Mundial”, que acabamos de ouvir.

De fato, estamos vivendo um momento crítico. Contudo, através do próprio exemplo, Meishu-Sama nos legou um caminho seguro para ultrapassarmos esta fase e nos tornarmos, conforme está no Ensinamento, “pessoas capacitadas para o mundo que irá surgir”. Meishu-Sama afirma que a Igreja Messiânica Mundial cria e difunde uma cultura espiritual em interação com o desenvolvimento da cultura material, tendo por finalidade o advento do Paraíso Terrestre. Ele nos ensina, ainda, que a fé é o único caminho para ultrapassarmos com facilidade essa grande fase de mudanças e nos tornarmos úteis para o novo mundo.

Neste sentido, tornar-se uma “pessoa capacitada para o mundo que irá surgir” significa ser uma pessoa que nunca esquece que sua alma pertence a Deus; uma pessoa que consegue afirmar, para si mesma, que Ele está vivo em sua vida e que nada neste mundo foge ao Seu comando.

Acredito que a peregrinação ao Solo Sagrado é um momento especial para refletirmos e perguntarmos a nós mesmos: “Será que estou conseguindo reconhecer minha ligação eterna com Deus e, com gratidão, conduzir e entregar a Ele, através de Meishu-Sama, as situações que estou vivendo?”; “Será que estou conseguindo afirmar para mim mesmo que o Paraíso existe dentro do meu coração?”

No Ensinamento lido hoje, Meishu-Sama afirmou: “Seria uma felicidade se o Paraíso Terrestre pudesse ser estabelecido sem que nada precisasse ser mudado. Todavia, uma vez que se trata da construção de um mundo novo, ideal, é indispensável que se faça uma prestação de contas do velho mundo. É como na construção de uma nova casa, quando se fazem necessárias a demolição da “velha casa” e “a limpeza do terreno.”

Quando ouvimos estas palavras, sem refletir muito sobre seu significado, é fácil concordar e dizer: “Ah, entendi! Deve ser isso mesmo. Vamos demolir a ‘velha casa’ para construir uma nova!”

Quando pensamos mais profundamente e nos damos conta de que esta “velha casa” à qual Meishu-Sama está se referindo pode se tratar de nós mesmos, das nossas atitudes, do nosso egoísmo, do apego às nossas ideias e pensamentos, do nosso “velho eu”, neste momento, como reagimos?

Eu não sei os senhores, mas, muitas vezes, minha vontade é deixar para mais tarde a decisão de aceitar as mudanças necessárias para a construção da minha “nova casa” do meu “novo eu”.

Contudo, é preciso saber que a construção do Paraíso é comandada por Deus, está sendo realizada dentro e fora de cada um de nós. Portanto, a “demolição da velha casa e a limpeza do terreno” são etapas necessárias nesse processo. Ou seja, os acontecimentos que estão causando desconforto em nossa vida são resultados desse processo de construção. Por conseguinte, precisam ser merecedores da nossa gratidão, não acham?

Quando as coisas não transcorrem conforme o esperado, a tendência é ficar triste, desanimado, preocupado. Nesses momentos, procuramos Deus e oramos fervorosamente para que as coisas ocorram conforme desejamos, ou seja, de acordo com nossa conveniência. Agindo assim, parece que estamos utilizando Deus para realizar nossos desejos, quando, na verdade, precisamos nos conscientizar da onipotência de Deus, que nos utiliza conforme Sua vontade.

Meishu-Sama nos ensina que a grande barreira que encontramos para obedecer a Vontade de Deus, para sentir o amor de Deus, é o nosso egoísmo e apego. Sem perceber, muitas vezes, ficamos presos a uma maneira de pensar centralizada no ser humano. Dessa maneira, ignoramos a existência de Deus e, como consequência, acabamos tomando posse de tudo o que ocorre de bom e de ruim em nossas vidas.

Por exemplo, quando dizemos ou pensamos: “meu milagre”, “minha conquista”, “meu mérito”, “meu problema”, “minha purificação”, “minha ideia”, “minha vida”, apropriamo-nos de tudo e tomamos para nós as coisas que, na verdade, pertencem a Deus.

Por este motivo, sempre acabamos querendo resolver as coisas da nossa maneira, com a nossa força e não as encaminhamos a Deus. Não as entregamos em Suas mãos. Muito menos reconhecemos que Deus está nos esperando com nossos sentimentos, pensamentos, dificuldades, alegrias, enfim, com tudo o que trazemos conosco.

Por isso quando ignoramos Deus, sentimos aquela sensação de estar carregando sozinho o peso do mundo nas costas. É por isto que afirmo com convicção que o primeiro passo neste sentido é reconhecer, de verdade, a existência de Deus vivo dentro de nós e nos dirigirmos em direção a Ele.

Precisamos, realmente, entender que a construção do Paraíso Terrestre está nas mãos de Deus e que tudo está sendo utilizado em Sua obra, no processo de Transição da Era da Noite para a Era do Dia. Dessa maneira, conseguiremos agradecer os acontecimentos da nossa vida. Por exemplo: ao sentirmos que alguma coisa esteja nos incomodando, ao invés de nos decepcionarmos, reclamarmos e ficarmos tristes, vamos imediatamente agradecer e encaminhá-la a Deus, através de Meishu-Sama com a certeza de que esta situação vai ser recebida por Ele.

Se conseguirmos compreender que estamos “em construção”, em outras palavras, que estamos sendo lapidados, criados e educados por Deus, ganharemos força e coragem para suportar e enfrentar as situações que aparecerem.

Como sabem, toda obra de construção causa certo transtorno e desconforto para si e para os outros, não é? Os senhores já viram aquelas placas que são colocadas em locais que estão em obras? Algumas dizem: “Desculpem-nos pelo transtorno, estamos em obras”. Outras acrescentam: “Estamos em obras para melhorar seu conforto.”

Acho que eu também tenho que levantar uma plaquinha, que diz: “Eu estou em obras, desculpem-me pelo transtorno!” Se nós conseguirmos reconhecer que estamos “em obras” e que os outros também estão “em obras”, penso que a compreensão entre as pessoas aumentará.

Meishu-Sama escreveu um poema que nos fala do quanto precisamos estar atentos ao trabalho realizado por Deus na construção do Paraíso Terrestre. Ele nos disse: “Abram seus olhos e vejam Deus que, por trás da destruição, está utilizando o Seu martelo, na obra de construção.”

Do invisível Mundo Divino, Deus trabalha dia e noite, incansavelmente, construindo nosso interior e aperfeiçoando o mundo em que vivemos.

Eu acredito que Deus concedeu um martelinho a cada um de nós, Seus filhos, para que, juntos a Ele, pudéssemos participar desta construção. Eu penso que os cultos e as orações, o Johrei, a leitura dos Ensinamentos, o encaminhamento de pessoas, enfim, que o nosso servir na Obra Divina representam o trabalho deste martelinho.

Os senhores já se conscientizaram de que estão com esse martelinho na mão? Estão utilizando o martelinho diariamente? Estão ouvindo o som desse martelinho trabalhando?

Pode ser que não consigamos ver o martelinho de Deus trabalhando dentro de nós, mas se serenarmos nossa mente e corpo, poderemos sentir na nossa respiração e na batida do nosso coração a ação desse martelinho de Deus, concedendo-nos vida.

Eu acredito que seguir os passos de Meishu-Sama, praticando seus Ensinamentos para sermos úteis a Deus e ao novo mundo que está surgindo, é o caminho para nos transformarmos em pessoas aptas a viver no Paraíso Terrestre.

Foi exatamente essa postura que ouvimos hoje, através da experiência relatada pelo senhor Luiz Augusto. Graças ao estudo dos Ensinamentos e sua prática, ele voltou a ter permissão de conduzir à Obra Divina novas almas de ouro. Fiquei muito emocionado ao ouvi-lo dizer: “Tive a convicção que o estudo dos Ensinamentos, somado às práticas básicas, nos conectam a Deus e ao Messias, fazendo com que nossa partícula Divina brilhe mais intensamente”.

Parabéns, Luiz Augusto! Continue firme praticando os ensinamentos e cumprindo sua missão.

No próximo mês, realizaremos o culto dedicado à coluna da Agricultura Natural. Gostaria que plantassem alguma semente e a cultivassem, imaginando que estão cultivando a semente do Paraíso que já existe em seu coração.

Até lá, gostaria que pensassem bem sobre o que conversamos hoje e, com a fé renovada, possamos, neste segundo semestre, caminhar firmes na concretização do Paraíso em nosso interior e à nossa volta.

Parabéns a todos e uma boa missão!  Muito obrigado!