Palestra do Culto

Culto Mensal de Agradecimento dedicado à Agricultura Natural – Agosto 2017

Igreja Messiânica Mundial do Brasil - agosto, 2017

Culto Mensal de Agradecimento dedicado à Agricultura Natural
Solo Sagrado de Guarapiranga
06 de agosto de 2017

Bom-dia!

Os senhores estão passando bem?

Agradeço a Deus e Meishu-Sama a permissão de realizar este culto de agradecimento dedicado à importante coluna de salvação, que é a Agricultura Natural.

Hoje, é um dia muito especial, pois estamos agradecendo ao Supremo Deus a permissão de recebermos os alimentos necessários à nossa vida.

As oferendas que estão no altar foram cultivadas com todo amor pelos messiânicos de vários estados do Brasil! Gostaria de agradecer e parabenizar os praticantes da Agricultura Natural e da Horta Caseira. Muito obrigado!

Os senhores já pararam para pensar por que Meishu-Sama nos revelou o método da Agricultura Natural? Nós falamos muito sobre a Agricultura Natural, mas o que será, de fato, que ela significa para a fé e para a evolução do ser humano?  Qual é o grande objetivo deste método?

Assim como o Johrei e o Belo, a Agricultura Natural é uma coluna de salvação ensinada por Meishu-Sama para nos reconduzir de volta a Deus e nos trazer a plena consciência de Sua existência.

Ao longo de milhares de anos, o ser humano veio se afastando da Lei da Natureza. Ele esqueceu-se que tudo está sob o comando de Deus e que nós precisamos respeitar e temer a Deus – que é o Criador, Ordenador e Mantenedor de toda a vida.

Por ignorar esta verdade, o ser humano intitulou-se o senhor absoluto de todas as coisas e desenvolveu um apego incontrolável aos seus objetivos pessoais, esquecendo-se dos desígnios de Deus. A verdade é que, toda vez que ele se desvia da Vontade de Deus e das Leis da Natureza, acaba entrando num beco sem saída e se vê obrigado a recuar.

E o que significa “recuar”? Eu acredito que seja lembrar-se de Deus e retornar à nossa origem, que é Deus.

Por não conseguir perceber essa verdade, nossa sociedade perdeu a noção da profunda relação que existe entre Deus e Sua Criação, ou seja, entre Deus, nós, a natureza e a vida. Um reflexo disso é o fato de que muitas pessoas estão iludidas pelo materialismo e pela ganância e não conseguem reconhecer nem sentir gratidão pelas maravilhosas bênçãos que estão recebendo de Deus.

No campo da agricultura, por exemplo, a história nos mostra que, apesar de aparentarem sucesso em um primeiro momento, os diversos métodos propostos pela ciência material, infalivelmente, acabam se mostrando nocivos à saúde humana e ao meio ambiente.

Para corrigir este pensamento, Deus nos revelou a Agricultura Natural por intermédio de Meishu-Sama.

No ensinamento “Princípio da Agricultura Natural”, Meishu-Sama afirma:

“Deus, Criador do Universo, assim que criou o homem criou o solo, a fim de que este produzisse os alimentos para nutri-lo. Basta semear a terra que a semente germinará, e o caule, as folhas, as flores e os frutos se desenvolverão, proporcionando-nos fartas colheitas no outono. Assim, o solo, que produz alimentos, é um maravilhoso técnico ao qual deveríamos dar grande preferência.

Obviamente, como se trata do Poder da Natureza, a Ciência deveria pesquisá-lo. Entretanto, ela cometeu um grande erro: confiou mais no poder humano.”

Meishu-Sama diz ainda:

“O homem, até agora, pensava que a vontade-pensamento, assim como a razão e o sentimento, limitavam-se aos animais. Entretanto, eles existem também nos corpos inorgânicos. Obviamente, o solo e as plantações encontram-se no mesmo caso. Portanto, respeitando-se e amando-se o solo, sua capacidade natural se manifestará ao máximo.

Para tanto, o mais importante é não sujá-lo, mas torná-lo ainda mais puro. Com isso, ele ficará alegre e, logicamente, se tornará mais ativo.”

Em suas palavras, fica claro que Meishu-Sama se refere ao solo como um ser vivo, que reage de acordo com o sentimento que nele impregnamos.

Então, eu me pergunto: em que momento da nossa história o ser humano passou a ignorar a verdadeira natureza do solo e a vida que existe nele?

Vamos pensar. Nos primórdios, éramos nômades. Talvez não pensássemos em produzir nada, só em colher o alimento que estava disponível na natureza.

Quando o alimento se esgotava, íamos para outro local e fazíamos a mesma coisa. Foi assim que vivemos durante milhares de anos, até nossa percepção desenvolver-se e descobrirmos como cultivar o solo.

Talvez, esta descoberta tenha nos levado a acreditar que não dependíamos mais da Natureza para nos alimentar e passamos a pensar que nós é que produzimos os alimentos com a nossa inteligência e capacidade.

Nesse sentido, eu tenho certeza que a Agricultura Natural foi criada por Deus e nos foi transmitida por Meishu-Sama para reconhecermos a existência de Deus vivo na natureza.

Não é somente uma técnica para cultivar o solo, mas um caminho que nos conduz a uma nova vida, faz-nos perceber novos horizontes e busca restabelecer a relação vital e sagrada entre Deus e a humanidade.

Através de sua prática, recuperamos a consciência de que não estamos cultivando o “meu solo”, mas sim o “solo de Deus”. Que semeamos as sementes que foram preparadas por Deus. Que, na verdade, quem tudo realiza é Deus e o nosso papel é servir a Ele como Seus braços e pernas. Esta consciência é que nos traz a mais profunda alegria e gratidão.

O relato que acabamos de ouvir da Alessandra, ressalta este aspecto da Agricultura Natural. Fiquei muito emocionado ao ouvi-la dizer:

“Mexendo com a terra da minha horta, conversei com Deus, com Meishu-Sama e com os meus antepassados, pedindo perdão por ter negligenciado o sentimento de gratidão a Deus por todas as graças que tenho recebido. Naquele momento eu senti uma confiança tão grande em Deus e em sua proteção divina que imediatamente fui tomada por uma paz e certeza de que minha vida estava em Suas mãos.”

Através da prática da horta caseira, Alessandra conseguiu religar-se a Deus e Meishu-Sama. Parabéns, Alessandra! Continue firme no servir!

Como estamos celebrando o culto dedicado à Agricultura Natural, eu gostaria de relembrar, com os senhores, uma orientação de Kyoshu-Sama em que ele nos esclarece a respeito da verdadeira oferenda que Deus deseja receber de nós.

Vou ler um trecho dessa orientação:

“Podemos cultivar diversos produtos, colher seus frutos e oferecê-los a Deus. Porém, por mais que nós, seres humanos, nos esforcemos, nunca conseguiremos criar tais produtos. Todas as bênçãos da Grande Natureza também são preparadas por Deus.

Será que, neste mundo, existe alguma coisa criada por nós, seres humanos? Todas as criações não teriam sido obras de Deus?

Sendo assim, qual será o fruto mais importante para Deus dentro de tudo que Ele criou? Será que este fruto em questão não seríamos nós mesmos, ou seja, nossa autoconsciência?

Deus nos legou uma partícula divina, que é a nossa ‘semente’, que resultou no fruto chamado consciência. Será que nosso dever não seria oferecer este fruto a Deus?

Gostaria que nos tornássemos a própria oferenda, um fruto que, oferecido a Deus, Ele se alegre e aprecie. Com este objetivo, não deveríamos dedicar pedindo a Meishu-Sama para sermos criados e educados mais e mais como filhos que correspondam ao sentimento de Deus?

Quando oferecemos a Deus os alimentos produzidos no campo ou relatamos os resultados alcançados com nosso esforço, deveríamos também entregar, junto com estas oferendas, nossa consciência, que está sendo criada e educada neste presente momento, para que ela seja recebida por Deus. Esta seria a verdadeira oferenda que Deus receberia de nós, não é?”.

Esta orientação mudou minha compreensão sobre o que realmente devemos oferecer a Deus.

Por exemplo, hoje, nós estamos aqui no Solo Sagrado participando deste culto dedicado a Agricultura Natural e oferecemos ao Supremo Deus os alimentos que foram cultivados em todas as regiões do Brasil. Agradecemos essa bênção e manifestamos nossa gratidão por meio das oferendas.

Eu sempre pensei que, oferecendo os resultados das nossas atividades, já seria o lógico, o esperado por Deus. Contudo, existe um ponto importantíssimo que Kyoshu-Sama orientou. Não são apenas os alimentos que colhemos ou os resultados das nossas dedicações e atividades que precisamos oferecer a Deus. Na verdade, precisamos entregar a Deus nossa consciência, que está sendo criada e educada nesse presente momento.

Como será que podemos entregar nossa consciência a Deus?

Se eu pensar que a consciência é minha, acredito que terei dificuldades para fazer essa entrega. Se eu conseguir reconhecer que a consciência foi legada por Deus e tem sua origem em Deus, creio que terei coragem para entregá-la, ou melhor, devolvê-la ao seu criador.

Então, com gratidão, vamos oferecer a Deus nossa consciência. Vamos entregar os frutos que viemos acumulando durante nossa vida. Tenho certeza de que, agindo dessa maneira, conseguiremos corresponder ao grande desejo de Deus, que é receber nossa consciência e nos acolher em seu Paraíso.

Como sou feliz por ser messiânico e compreender que Deus está realizando Sua obra utilizando Sua Criação e que o fruto mais esperado por Deus é a nossa consciência, é o nosso EU.

Hoje, especialmente, preparamos sementes de hortaliças da Agricultura Natural para serem distribuídas. Espero que essas sementes tragam muita felicidade ao lar de cada um dos senhores e senhoras.

Não deixem de visitar as exposições de Agricultura e Alimentação Natural que foram preparadas para todos apreciarem.

Antes de encerrar, gostaria de parabenizar, antecipadamente, os pais pelo seu dia, que será comemorado no próximo domingo. Parabéns!

Que, iluminados por Deus e Meishu-Sama, sigamos com muita alegria, paz e gratidão no coração.

Um excelente mês e boa dedicação a todos.

Muito obrigado!