Agricultura Natural



Origem
Aos 18 anos, Meishu-Sama contraiu tuberculose, que, na época, era incurável. Depois de consultar o médico e receber a notícia que não havia mais o que fazer, ele decidiu procurar algum método para se recuperar.
A única felicidade que ele tinha naquele momento era continuar com os estudos sobre a arte e o belo. Em um desses momentos, viu um livro sobre plantas e tomou a decisão de se alimentar exclusivamente de vegetais. E qual foi o resultado? Miraculosamente sarou da tuberculose. Acreditamos que esta passagem já era uma preparação para que Meishu Sama pudesse desenvolver sua missão.
Em 1926, por meio da Revelação Divina, teve conhecimento a respeito da Agricultura Natural e iniciou suas pesquisas sobre o método que viria a ser divulgado a todos os membros e agricultores.
Em 20 de novembro de 1931, escreveu: "Quando apanho uma folha seca caída no chão, sinto nela a indiscutível Lei do Ciclo da Vida." Acreditamos que esta seja a primeira vez que ele escreve sobre o princípio da Agricultura Natural.
Ele já havia escrito sobre o tema em 1937: "Pés de arroz frutificam fartamente nas espigas curvadas, acumulando o suor de muitos dias dos agricultores." Este é um poema que retrata seu sentimento de gratidão em relação ao esforço das pessoas que produzem alimentos: o trabalho agrícola que fortalece a saúde.
Tem-se, ainda, um poema de 1938, que diz: "Empunhando a enxada, o suor banha suavemente a pele; que delícia a brisa que passa por entre as verdes folhas!" A enxada é uma ferramenta que simboliza a agricultura. Por esse motivo, trata-se de um poema que canta o momento da lavoura. Já "suar" ou "trabalhar" na lavoura é a própria materialização da saúde.

Conceito
"... respeitando-se e amando-se o solo sua capacidade natural se manifestará ao máximo. Para tanto, o mais importante é não sujá-lo, mas torná-lo ainda mais puro. Com isso, ele ficará alegre e, logicamente, se tornará mais ativo."

Meishu-Sama, Alicerce do Paraíso, vol. 5.

A Agricultura Natural tem seu fundamento na Verdade da Lei da Natureza e caracteriza-se por dar vida à missão do solo, mantendo-o puro. É justamente a pureza do solo que lhe permite produzir alimentos saudáveis com elevada energia vital.
Para Meishu-Sama, o termo "agricultor" significa "tesouro", realçando, dessa forma, a importância do agricultor para a sociedade. Afinal, se os agricultores não produzissem os alimentos, os consumidores estariam em apuros.
O Mestre ensina que é a energia vital dos alimentos que sustenta o espírito do homem; analogamente, a parte material deste é que sustenta o corpo. Portanto, a fonte da vitalidade humana está no provimento da energia vital: a força ou a fraqueza do corpo estão relacionadas ao maior ou menor fornecimento desta energia.
A prática da Agricultura Natural contribui para o consumo de produtos com elevada energia vital, fundamentais para preservar e melhorar a saúde do ser humano.
"O princípio básico da Agricultura Natural consiste em fazer manifestar a força do solo. Até agora o homem desconhecia a verdadeira natureza do solo, ou melhor, não lhe era dado conhecê-la. Tal desconhecimento levou-o a adotar o uso de adubos e acabou por colocá-lo numa situação de total dependência em relação a eles, tornando essa prática uma espécie de superstição."

Meishu-Sama, Alicerce do Paraíso, Vol. 5.

Missão
Meishu-Sama explica que a primeira condição para as pessoas se tornarem felizes é alcançar a saúde. Na Agricultura Natural, ela é obtida por meio da prática e do consumo de produtos puros, sem agrotóxicos e fertilizantes.
O suor dos agricultores se cristaliza nos produtos agrícolas, os quais, alimentando as pessoas, promovem sua saúde, tornando-as felizes e repletas de gratidão por quem os produziu.
Para os agricultores alcançarem a verdadeira felicidade, a prosperidade material deverá vir acompanhada de alegria espiritual; caso contrário, não será uma felicidade verdadeira.
Nesse sentido, buscar a saúde torna-se também uma das bases do espírito de divulgação da Agricultura Natural.

Benefícios
a. Trabalhar no campo e cultivar com as próprias mãos é um momento de nos religar à natureza e a Deus;
b. A prática da agricultura amplia nossa gratidão e respeito para com Deus e Sua criação;
c. Compreender que o solo está nos observando, sente o que pensamos e o que queremos;
d. Despertar para respeitar a Lei da Natureza, a existência de Deus, bem como cada animal, planta, inseto, pois tudo tem espírito, sentimento;
e. Reconhecer a Grandeza de Deus, para aumentar cada vez mais nossa gratidão a Ele e para aprendermos a nos tornarmos verdadeiros espiritualistas.

Agricultura

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